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Posts

Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008

:: Erik Magnus Lehnsherr 9:52 AM

Along came the Spotlight…

Bem, como eu havia prometido (pelo menos eu estou tentando manter promessas por aqui, até que eu comece a escrever novamente boring scientific papers e não tenha mais saco de sentar na frente de um computador…) é chegado o momento de falar sobre alguns oscarizáveis que assisti ao longo desses últimos meses. É importante salientar que infelizmente não deu pra colocar a todos os filmes que concorrem em categorias por aqui, primeiro porque alguns ainda não estrearam em terras suíças e segundo porque, mesmo sem estar arrancando os meus cabelos com o trabalho, eu ainda estou cheio de coisas pra fazer… isso significa menos tempo para baixar no mercado negro e menos tempo ainda para assistir aos filme em casa (sim, eu sou nerd, mas tenho direito a vida social). De qualquer maneira aí vão os que eu consegui me sentir mais excitado a respeito… Na verdade o nível dos filmes (IMHO) esse ano está bem alto. A grande maioria filosofa a respeito de assuntos interessantíssimos sem passar pelo campo da lentidão. Sem mais delongas, aí a primeira leva da bagaça, o resto vem semana que vem...:


Atonement



Personagens falhos são o fascínio de todo bom filme. Eles se mostram humanos como nós, palpáveis. E ilustram na tela sentimentos que todos nós temos (em alguns mais escondidos, em outros não), mas que nos sentimos envergonhados dos mesmos. Soltamos esse repúdio disfarçado, sempre na tela do cinema, onde expurgamos todos esses sentimento de ódio naquela sensação de alívio contido no ódio ao vilão, ou naquele personagem mais cheio de falhas. Mas o que acontece quando esse personagem se mostra falho sim, mas num nível muito mais humano do que poderia aparentar? Claro que existem limites para todo esse sentimento, mas seria mesmo tão difícil qualquer um de nós, especialmente quando nos imaginamos jovens crianças ou adolescentes, nos imaginar não fazendo (em momento algum) algo do tipo? Seria mesmo inconcebível para todos que lêem o que acabo de escrever? É com esse momento empático que Joe Wright cutuca a todos, e mostra as consequências num efeito borboleta, em Atonement.

O filme em si tem uma premissa que para olhos e mentes destreinados passam totalmente desapercebidos. O filme não narra a história de amor e desencontros de Cecilia Tallis e Robert Turner (tomados como errôneos protagonistas da trama), mas sim, se concentra na passividade em que uma pessoa com uma pesada culpa, passa ao no decorrer dos anos e como essa culpa consome e acaba por violentá-la internamente. Não me entendam mal, no início da exibição da película eu pensei que ali estaria um romance, denso é verdade, mas ainda assim um romance no maior estilo Jane Austen. Total e ledo engano, quando na realidade o protagonista aqui é a narrativa, e a partir do momento que se entende isso o filme passa a ser visto com outros olhos. Mas do que diabos eu estou falando? Bem aqui vai: As imagens de Wright nos mostram o casal, que inicialmente se encontra abalado com toda a sua diferença social batendo de encontro com um desejo impossível de ser reprimido, e uma coadjuvante de sentimentos platônicos agindo no auge de seus mimos, ainda jogando a carta de sua infantilidade, quando é na verdade a verdadeira narradora da história. Mas porque eu menciono isso. Simplesmente porque o filme tenta mostrar sempre dois lados da história, uma vista pelos olhos da narradora, que se auto-explica e fecha um ciclo nos últimos minutos de filme, e outro que se coloca na pretenção de ser o lado verídico daquela descrição totalmente parcial, mas ao se colocar nessa posição, ele perde totalmente o segmento de imparcialidade e nos engana ao ponto de só descobrirmos no final que aquilo não passou mais do que um outro joguete da narradora e que nada tem de justo no “outro lado mostrado” da história, aquilo é na verdade uma tentativa desesperada de redenção, dessa coadjuvante, mais uma vez manipulando fatos, como ela mesmo descreve em seu histórico passado. Percebem agora porque eu chamo a narrativa de protagonista da história? Pra mim esse foi o maior dos trunfos do filme, algo que ao maior estilo “O Sexto Sentido” você só percebe no final e contempla o quão filha da mãe é a narradora da história. Mesmo que se perceba o quanto desconfortável ela se encontra em sua própria pele.

Eu poderia simplesmente falar mais sobre o filme, mas acredito que isso seria matar a curiosidade de alguns para contemplar tal obra, que confesso ter assistido com os dois pés atrás, uma vez que a crítica o exaltava tanto e ele ficou quase que totalmente de fora das indicações ao Oscar (conseguindo apenas uma de atriz coadjuvante, que comento mais a seguir e a de filme). A direção de Wright é de certo espetacular, pois trabalhar com uma nuance dessas de uma forma tão complexa, eu tenho que tirar o meu chapéu. Pena que ele ficou totalmente de fora da corrida pelo prêmio de diretor. A atuação que chama mais a atenção é com certeza a da indicada Saoirse Ronan, é incrível como a garota consegue o tom certo para uma personagem no limiar entre a infância e a adolescência, soando extremamente inteligente, mas não abandonando a manta infantil que ainda a recobre. Sua passagem pelo estopim da história (que nos é apresentado somente no meio do filme), é composto por pesadas nuances de ciúme, mimo, insegurança e, por fim, culpa. Outro que chama a atenção pelo nível do trabalho é de certo, James McAvoy. Seu Robbie é apaixonado, esforçado, mas num nível real, também com falhas, desejos e momentos de mal comportamento. A veracidade da interpretação é no mínimo impressionante. Pena que o mesmo não possa ser dito de Keira Knightly, mesmo que eu não imagine qualquer outra pessoa para o papel. O físico de Knightly, inclusive no que diz respeito ao seu famoso “bico”, ajuda na composição de Cecília, dando o tom mimado que a garota precisa no primeiro ato, mas ela cai na armadilha de mudar completamente o segundo. Isso mata um pouco a linearidade auto-imposta ao espectador, verificando clichês que não deveriam caber naquela personagem. Talvez tenha sido uma armadilha da narradora, mas acredito que foi o leve deslize cometido por Knightly que mostrou esse efeito. Outra que tem uma participação menor, mas incrivelmente fantástica é Vanessa Redgrave (que num crime hediondo não foi indicada também a coadjuvante). Redgrave, mostra toda a dor da personagem, mas de um modo que o espectador identifica que aquela dor é incompleta. Eu chego a duvidar se a personagem realmente se arrependeu do que fez, por causa do como Redgrave compõe aquela cena em particular. Ela passa o quanto Briony adora ser perfeita, e o como ela assim se auto-intitulou, até esse último ato, que aparece somente na eminência da morte da personagem, como seu ultimo ato de auto-satisfação. Ao mesmo tempo, ela se encontra desconfortável no papel que concebeu a si mesma. Ela, mesmo que não fale de sua vida pessoal, se mostra uma pessoa solitária, alguém que escolheu um caminho de tormenta, mas se convenceu que todo o resto de si mesma sempre lhe mostravam o ponto mais alto. Um personagem extremamente complexo e passado em apenas alguns minutos em todas essas nuances por Redgrave.

É brilhante, e assustador ao mesmo tempo, como o egoísmo daquela pessoa (Briony) a proporciona de se dar uma auto-satisfação no único momento de sua vida em que ela não se julga perfeita. Foi um presente a si mesma, o fechar com chave de ouro de seu legado solitário, negro, mas perfeito (em seus olhos). Impressionante. E isso, nada mais é do que a cena final (que foge totalmente do pessimismo de todo o filme) representa. É o ultimo ato de Briony, ela pode dar a felicidade às vidas que ela destruiu, ela conseguiu seu ato de redenção e divindade ao mesmo tempo, quando na verdade foi somente mais um de seus caprichos. E esse é, para mim, o ponto mais alto de Atonement. A falsa redenção. A pessoa que se mostra a mais falha de todas, o poço de contradição. Simplesmente fantástico. Outra coisa que vale salientar, e se mostra tão importante quanto os atuantes e contadores de história da película, é a trilha Sonora. Simplesmente fantástica, ela mescla tensos acordes com a frenética batida de uma máquina de escrever, dando as pistas necessaries do ludibriar que os expectadores estão sofrendo até chegar ao final. Algo fenomenal e que teve em seu academy award o merecimento de topo. Novamente eu devo acrescentar que esse não é um filme que todos aprenderão a admirar, na verdade muitos o acharão picotado, chato, e muitas cenas incompreensíveis e soltas. É o típico filme “ame ou odeie”, mas ele achou nesse blogueiro alguém que o amou, e muito.


Juno



Erros, em especial na adolescência, são uma natural resultante natural das tentativas constants que fazemos, em todos os aspectos, em nossas vidas. Na fase citada, em especial, é o período que tem o famoso uso das cartas “fase de crescimento”, “esse é o memento de errar” e a minha favorite, “cheio de hormônios”. Quem aqui não conhece alguém que você mesmo considera brilhante, uma menina de futuro promissor e nada menos que fantástica e que de repente, como brincadeira do destino, aparece grávida? Temos o direito de julgar a garota? Eu tenho a plena certeza que não, além das cartas citadas acima a serem usadas, ela ainda apresenta uma outra que fecha totalmente o ciclo: “A decisão final é minha”. Pois bem, é mais ou menos, nessa premissa simplória, mas que nada tem de simples, que o mais novo filme de Jason Reitman (Thank you for Smoking) se baseia. É nessa premissa simples que a obra-prima Juno é concebida.

O trabalho de Reitman é fenomenal colocando uma história de uma inteligente adolescente grávida, com diálogos absolutamente fantásticos e lançados como se saíssem de uma AK47. O argumento do filme é limado por muitos. Afinal de contas quem aqui j’a não viu um filme clichêsão desses que mostra uma adolescente grávida tendo que lidar com suas escolhas? Mas aí é que está o pulo do gato de Juno. Ele em momento algum se mostra cliché, muitíssimo pelo contrário. Colocando a visão da gravidez adolescente no colo de personagens que o encaram de uma forma diferente, muitas vezes surreais, mas nem por isso totalmente irreais. E essa nuance, estar nessa linha entre o chichê e o genial, é que faz do filme algo fantástico. E que levou o merecido prêmio de melhor roteiro original da academia. Como já mencionei o ponto alto do filme é o roteiro, sem dúvidas, mas não há como tirar o mérito da direção de Reitman. Os enquadramentos são perfeitos, as locações e cenas sempre traduzem o storytelling de forma clara e absoluta, tornando tudo mais easygoing, como aquele suspiro de alívio que vem muito tempo após uma notícia tensa ser dada. Fantástico. E outra coisa que vale a pena dar uma conferida é a trilha sonora, que se enquadra de maneira espetacular na narrativa e tem em seu repertório bandas do cenário indie atual numa conjunção fantástica. Só a trilha já vale a pena.

Mesmo com todos os elogios ao roteiro e narraviva, não há como negar que o filme jamais seria o mesmo sem a espantosa coordenação oral de Ellen Page. Veteranos e novatos simplesmente são eclipsados pela atriz. Ela é o sol que brilha no filme de Reitman e não há discussão em relação a isso. Mesmo assim seria no mínimo injusto não apontar o grandioso trabalho do elenco de coadjuvantes. Em especial, J. K. Simmons (o J. Jonah Jameson de Spiderman) e Allison Janney (de The West Wing). Nos raros momentos em que aparecem, eles se motram numa composição tão fantástica com Ellen, que é impossível descrever. A reação dos dois ao “anúncio” da gravidez é hilário. E eu me apaixonei pela personagem de Janney no momento em que ela dá uma das melhores respostas do ano sobre como criar filhos a uma operadora de ultrasom. Eu morro de rir até hoje só de lembrar da cena.

Bem, não vale mais pena ficar exaltando o porque de Juno ser tão inteligente, bem roteirizado, bem atuado, bem dirigido and so on… Fica somente o conselho de quem ainda não o viu, que vocês estão perdendo, mas sem dúvidas, um dos melhores filmes do ano passado. Eu mesmo já o conferi 3 vezes e não me importaria de assistí-lo novamente. Mas o que vale realmente mencionar é que esse é um dos maiores exemplos de como fazer bom cinema. Sem o peso de ser inovador, mas sendo-o de uma forma descompromissada e inventiva. É entretenimento de primeira que não faz pouco caso do seu cérebro, algo que claramente te dá esperança em relação a pergunta “ainda existe vida inteligente em Hollywood?”

Wait... No! I mean, can't we just, like, kick this old school? Like, I have the baby, put it in a basket and send it your way, like, Moses and the reeds?” – Juno about the adoption process


Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008

:: Erik Magnus Lehnsherr 7:16 AM

"...and the Oscar goes to..."



Mais um ano, mais uma lista de vencedores. Na octagésima edição do Oscar não houve tantas surpresas, mas não por isso que elas deixaram de acontecer. O favoritismo de No Country for Old Men se confirmou (o filme dos irmãos Cohen faturou 4 estatuetas - filme, diretor, ator coadjuvante e roteiro adaptado), batendo de frente com Sangue Negro que era o meu franco favorito (que levou apenas dois: Ator e Fotografia). Apesar disso foi uma surpresa feliz ver Tilda Swinton levar, finalmente, o seu prêmio... como havia mencionado em posts anteriores, ela deveria ter levado desde The Deep End. E uma curiosidade foi a entrega dos prêmios de atuação, bem como grande parte dos técnicos, para mãos européias (Day-Lewis e Swinton são ingleses; Barden é espanhol e Cotillard francesa), com um inglês bem mais capenga do que o meu... ehehehehehe. Agora algo que me revoltou foi o fato de A Bússola de Ouro ter levado o Oscar de efeitos especiais... pelo amor de Deus, tá certo que os efeitos foram mais ou menos, mas bater Transformers??? Eles comeram cocô estragado com marajuana... só pode ser... :-p Bem, a lista segue abaixo. Matem a curiosidade.


Vencedores

Melhor Filme

Onde os Fracos Não Têm Vez


Melhor Direção

Onde os Fracos Não Têm Vez


Melhor Ator

Daniel Day-Lewis - Sangue Negro


Melhor Atriz

Marion Cotillard - Piaf Um Hino ao Amor


Melhor Ator Coadjuvante

Javier Bardem - Onde os Fracos Não Têm Vez


Melhor Atriz Coadjuvante

Tilda Swinton - Conduta de Risco


Melhor Animação Longa-Metragem

Ratatouille


Melhor Roteiro Adaptado

Onde os Fracos Não Têm Vez


Melhor Roteiro Original

Juno


Melhor Direção de Arte

Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet


Melhor Fotografia

Sangue Negro


Melhor Figurino

Elizabeth: A Era de Ouro


Melhor Filme Estrangeiro

The Counterfeiters - Áustria


Melhor Documentário

Taxi to the Dark Side


Melhor Documentário Curta-Metragem

Freeheld


Melhor Montagem

O Ultimato Bourne


Melhor Maquiagem

Piaf - Um Hino ao Amor


Trilha Sonora Original

Desejo e Reparação


Melhor Canção Original

"Falling Slowly" - Once


Melhor Curta Animado

Peter & the Wolf


Melhor Curta Live-Action

Le Mozart des Pickpockets


Melhor Edição de Som

O Ultimato Bourne


Melhor Mixagem de Som

O Ultimato Bourne


Efeitos Especiais

A Bússola de Ouro


"There we go. That was kind of the emotion that I was searching for on the first take" - Juno


Terça-feira, Fevereiro 19, 2008

:: Erik Magnus Lehnsherr 9:30 PM

So Long my Luckless Romance...



Sabe aquele tipo de canção que desde a primeira vez que você escuta te causa algum tipo de reação. Como um pequeno choqe dentro do peito, ou serve de trigger para alguma memória passada que dá aquela dorzinha no peito, ou ela simplesmente te faz ter um inexplicável arrepio, ou ainda sugere uma inexorável vontade ao choro, ou ao simples derrame de uma lágrima??? Pois é, esse é o tipo de canção que me causou esse impacto. Não, eu não estou dizendo aqui que a música é fantástica, apesar de eu gostar muito, ela foge completamente ao meu estilo musical... é malancólica, triste mesmo, retrata um sonho que não se concretizou e que a pessoa envolvida está decretando a desistência total e absoluta do episódio.

Confesso que a primeira coisa que pensei quando a escutei pela primeira vez, foi exatamente num episódio de Dawson's Creek, envolvendo um final de temporada em que Joey larga Dawson no pier em frente a sua casa e corre para viver a aventura do novo amor, recentemente descoberto em Pacey... putz, sei como é piegas e como vai de encontro a o total universo nerd que esse blog representa, mas eu tenho direito ao meu passado negro... huahauhauhauhaua... voltando a música, ela faz parte desse universo de canções melancólicas que eram parte da trilha da série que tinha no elenco a atual Mrs.Cruise e a indicada ao Oscar, Michelle Williams, mas que chamavam a atenção pra caramba... afinal foi lá que eu primeiro conheci Dido (Thank You), Counting Crows (Mrs. Potter Lulluby), e tantas outras bandas que aprendi a gostar com o passar dos anos...

Almost Lover, me trás esse sentimento, esse desconforto que é legal sentir... essa vontade de rasgar o peito pela dor inexstente que insiste em querer ser... é uma canção de reação. E sabe o que mais??? O clipe retrata justamente isso, um sonho delineado, projetado e até internamente vivido, mas que nunca vai ser concretizado... É belíssimo e sem pretenções. Bem, claro que depois do sucesso da música já tem versão americana cheia de efeitos especiais, mas o clipe original é mais legal. É somente por estas razões que ela merece um lugar ao sol no Smells... curtam e digam o que acham ;-)

Almost Lover
A Fine Frenzy

Your finger tips across my skin
the palm trees swaying in the wind;
images.
You sang me spanish lullabies.
The sweetest silence in your eyes;
clever trick.

I never want to see you unhappy.
I thought you'd want the same for me.

Goodbye my almost lover.
goodbye my hopeless dream.
i'm trying not to think about you.
can't you just let me be.
So long my luckless romance.
my back is turned on you.
shoulda known you'd bring me heartache.
Almost lovers always do

We walked along a crowded street.
You took my hand and danced with me.
imageeeeeeeeees
and when you left you kissed my lips.
you told me you would never let forget these imagess.
noooooo.

I never want to see you unhappy.
I thought you'd want the same for me.

Goodbye my almost lover.
goodbye my hopeless dream.
i'm trying not to think about you.
can't you just let me be.
So long my luckless romance.
my back is turned on you.
shoulda known you'd bring me heartache.
Almost lovers always do

I cannot go to the ocean
I Cannot drive the streets at night.
I cannot wakeup in the morning without you on my mind.
So your gone and i'm haunted
& i bet you are just fine
did I make it that easy to walk right in & out of my life.

I never want to see you unhappy.
I thought you'd want the same for me.

Goodbye my almost lover.
goodbye my hopeless dream.
i'm trying not to think about you.
can't you just let me be.
So long my luckless romance.
my back is turned on you.
shoulda known you'd bring me heartache.
Almost lovers always do


E sábado eu ponho a resenhas dos oscarizáveis :-D

"shoulda known you'd bring me heartache. Almost lovers always do" - Almost Lover by A Fine Frenzy


Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008

:: Erik Magnus Lehnsherr 3:54 PM

Getting staples at the Passport



Chegou aquela hora chata em que muitos dos leitores aqui do blog (pelo menos os vitoriosos que sempre acreditaram que essa bagaça voltaria a funcionar algum dia) vão ficar me adjetivando pejorativamente, e ofendendo a minha pobre mãe sem nenhum motivo, até mesmo porque ela é super gente fina (só não seja filho… :-p). Pois é, chegou a hora de relatar as minhas andanças pelo velho mundo, mais uma vez.

Bem, não é mais novidade pra ninguém que eu estive no Brasil no final de setembro do ano passado e fiquei até o inicinho de outubro… foi bem legal ver caras conhecidas novamentes. Meus amigos de tantos perrengues, irmãos de coração e outros adjacentes que me deixariam por duas horas bubbling… :-p O problema foi no retorno pra cá. Aí vai a descrição da perrenga.


Hamburg/ Köln – Alemanha (14-17 de dezembro)



Uma prima minha, na verdade prima de consideração, uma vez que nossas mães são muito amigas desde a época da adolescência, resolveu se casar com uma alemão que mora em Hamburgo, no norte do país. Mesmo sem muito contato nos últimos anos (eu muitíssimo self-centered na universidade, na minha primeira vinda pra cá, nas minhas decepções profissionais depois disso...), ela continuava a ser uma querida lembrança de outrora, e algo mais próximo de um familiar do que eu tenho no raio de algumas centenas de quilômetros. Pois bem, o casamento foi bem interessante, com direito a conhecer alguns contatos até profissionais (quem sabe???) para um futuro próximo, e eu não preciso dizer que ela estava lindíssima vestida de noiva e naquela cerimônia mais íntima para os amigos queridos e familiares do noivo (porque da família dela somente eu mesmo) naquele belíssimo hotel, a 40 minutos do centro da cidade, que deixou um rombo no meu cartão de crédito… mas nenhuma, value demais a pena. ;-)

A cidade em si é bem diferente do que eu estava esperando. Eu na minha elevadíssima ignorância, não sabia que esta era a segunda maior cidade do país, perdendo apenas para a capital Berlin. Valeu a passeada naquele cenário urbano, com direito aquele ar levemente cosmopolita e uma replica, em menor escala, do bairro da luz vermelha em Amsterdam.

Na manhã seguinte ao casamento, eu saí corrido como foragido do carandiru e peguei meu trem para Köln, para visitar um amigo que passava por lá, coincidentemente nessa mesma época. A viagem era somente de 3 horas e não parecia ser nenhum problema, uma vez que eu teria que voltar de trem mesmo (passagem mais barata neste caso isolado) e o peso custom/benefício me permitia um domingo e uma segunda na cidade. Köln é interessante, mas tem que saber procurar. Para um turista meio desavisado, somente curioso pela cidade per se, o que se vê são mais igrejas, mais prédios velhos e o diferencial do museu do chocolate na cidade. Pois bem, para diversão a cidade também parece mais interessante, uma vez que alguns bares são muitíssimo bons e a vantagem de ter-se ido durante a abertura do mercado de natal dá um bonus a mais. Vale muitíssimo a pena.


Escandinavia (20 de dezembro a 03 de janeiro)



E eis que chegado no dia 17 de dezembro, eu dei mais uma ensaiada na minha defesa, aquela problemática que eu já citei uns posts atrás, fiquei mais 3 dias em Basel e saí na viagem mais longa dessa descrição: duas semanas viajando em Países Escandinavios. Com a nossa base situada na casa de uma amiga de faculdade que está assentada em Vasteras, mais ou menos a uma hora de Estocolmo, nós (eu, Chico e Poly) resolvemos explorar aquele lugar frio em pleno início de inverno. Nenhum problema, uma vez que o negócio só começou a pegar mesmo na hora de vir embora. Em meio a tentativas de esquiar, jantar natalino (com o peru feito por este que vos fala) e jantar de ano novo, pegamos navios e ônibus e saímos do país que aportamos, nos alternando entre Helsinki, na Finlândia, Oslo, na Noruega, e Talin, na Estonia. Além de visitar a capital do País onde estavamos, Estocolmo.

Pra começar fomos a Talin, num país de antiga ocupação russa. Confesso que foi uma experiência única. A cidade tem uma arquitetura belíssima, reflexão de sua ocupação. Apesar disso ainda transparece algumas cicatrizes da abrubta libertação, com um modo mais rústico e cinzento de se apresentar. Ainda assim, não há o que repreender, em especial se levarmos em consideração a visita a uma igreja ortodoxa, que é única… de verdade.

Passamos um dia visitando Estocolmo, procurando conhecer a cidade de uma maneira mais aprofundada. Confesso que fiquei admirado com o espírito consumista dos suecos. Grandes lojas, grandes shoppings, sempre todos lotaaaaados. Impressionante. Mas o que mais chamou a atenção foi mesmo o passeio pela cidade velha, com suas ruas diminutas e seus prédios monumentais. O Palácio da familia real, é outro ponto a se admirar, gigantesco (num sentido bastante amplo da palavra), verificar a troca da guarda dentro dele foi no mínimo degustativo (com direito a músicas nacionais, entenda isso como “dancing queen”, tocadas pela bandinha real). O museu do prêmio Nobel é também interessante, bem como os jardins nos arredores, que mesmo no inverno são capazes de chamar a atenção.

A visita a Helsinki não teve nada de mais, uma vez que eu já conhecia a cidade, mas confesso a a impressão baixa do lugar ficou pior por causa do mal tempo (estava chuvendo e muito frio no dia) e de todo o problema que foi viajar num navio que balançava mais que sambista da mangueira. Ainda assim, aproveitamos para visitar pontos da cidade, como o parlamento (só na frente – um dia só não dá pra sair entrando em todo canto), a grande catedral da cidade (que resolveu fazer casamento, batizado, crisma e o que mais você conseguir pensar, no dia em que estavamos de visita) e o estádio olímpico (que tinha um carinha muitíssimo mal educado na recepção, mas moving on…). O que ficou marcado mesmo foi a viagem. Lembra do balançado que eu mencionei? Pois é, eu sei exatamente como os tripulantes do Titanic se sentiram. Fala sério, era possível sentir os pés escaparem do chão, e o frio na barriga que cuminou num enjôo de proporções quase extremas. Bem, no final tivemos os shows cancelados dentro do navio e um povo sem noção que insistia em dançar e ficava sendo jogado de um lado pra o outro. :-p

Agora a visita a Oslo… caramba, foi perfeita!!!! Adorei a cidade, apesar de ser estuprantemente cara. Para se ter uma idéia eu paguei por uma refeição num Burguer King o equivalente a 35 reais, mais ou menos. O que até para padrões suíços é um assalto a mão armada. De qualquer maneira, essa foi a cidade de que eu mais gostei em toda a viagem, de longe. A arquitetura limpa e de cores claras, dão a capital um ar contemporâneo sem perder suas características históricas. A troca da guarda não se mostrou mais interessante do que a sueca, mas conseguiu chamar a atenção do mesmo jeito. Algo mesmo a mencionar e aconselhar alguém a ir algum dia é o parque Vigeland, que tem esculturas assombrosamente fascinates. Além de contabilizar aproximadamente 212 estátuas em bronze e granito, o parquet conta com a escultura de um monolito totalmente impressionante. Grandioso e cheio aos olhos aos extremos.


Budapeste (18 - 21 de janeiro)



Foram somente 3 dias, mas ainda assim 3 dias magníficos. Eu aconselho sempre a todos a conhecer um lugar, qualquer que seja ele, com um nativo. Melhor ainda se esse nativo for um grande, mas grande amigo mesmo, porque aí vem além do belo do local, o divertido no pacote. Pois é. Inventei de pegar um avião saindo de Genebra e passar um final de semana com uma das pessoas que eu tenho mais afinidade em todos os pontos no momento: minha queridíssima amiga Virág (pois é, nem pense que essa enxurrada de elogios veio de graça… quero retorno… ehehehehehe). Pois bem, visitamos todos os pontos em que ela mais gosta naquela belíssima cidade. O ar de Budapeste é realmente único, tem aquela carga de cidade velha, a arquitetura transpira a longa carga histórica que a cidade tem. Seus monumentos, estátuas, pontes e elevações são simplesmente encantadores e extraordinários e sem sombra de dúvidas tornou-se um lugar a que eu quero retornar em um futuro próximo, bem próximo :-D.
Começando com o que tem de melhor para se ver, vale a pena dar uma admirada no parlamento, somente para começar. O prédio é lindíssimo e às margens do rio Danúbio. Algo realmente deslumbrante. Passear por Peste, de uma maneira geral, em nenhum momento se torna cansativo ou monótono, tamanha a quantidade de coisas para se ver. A BAsílica de São Estevão, A praça dos Heróis, o Castelo Vajdahúnyad e a Ópera da cidade são os exemplos mais claros e extraordinários (acho que vou usar essa palavra muito por aqui ainda?!?!?). O Passeio a Buda é mais grandioso, tudo tem uma magnitude exacerbada, inclusive os calos nos pés de pessoas não acostumadas a esse hiking pesado (ehehehehehe… vingança, vingança…). A subida ao Monte Gellért é simplesmente fantástica. O ponto mais alto da cidade, com certeza, dado ao fato de se poder contemplar toda a beleza que ela expira de lá do alto. Experiência única, sem demagogias. E a visita ao antigo palácio e a coisinha dos pescadores (agora me escapou o nome), putz!!!! Simplesmente sensacional, me senti uma criança de verdade caminhando por lá tamanha a magnitude do lugar. Simplesmente divino. Só tenho uma coisa a reclamar. Eu não sei se é a excassez de pessoas de cor que acarretaram nisso (em 3 dias consiguimos ver duas pessoas negras, além de mim) ou se era o cabelo, mas todo mundo me encarava no meio da rua, como se estivesse curioso a respeito. Tenho que dizer que foi uma das sensações mais estranhas que eu tive, e completamente diferente do que eu passei no festival do Rock alemão, em que tive experiência semelhante. De qualquer maneira, value demais a pena. Como eu disse um pouco mais acima: QUERO VOLTAR LÁ!!!!

Pois bem, essa é uma discrição resumida das minhas últimas aventuras em terras européias. Daqui há uns meses eu relato mais sobre Londres, Berlin...

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Not Much is Needed to Rule...


I Just Heard That...