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Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007
Conversations with the Golden Bald - Part 2: Shrinking the List
Mais um ano, mais uma penca de Oscars entregues ao seleto grupo de talentosos profissionais da indústria do cinema, por reconhecimento ao talento e dedicação que colocaram em seus trabalhos no ano que passou. Bem, eu devo admitir que assistir essa cerimônia das 2 às 6 da manhã, tendo compromisso no dia seguinte, é uma coisa que eu vou ter que trabalhar muito pra poder me acostumar (especialmente quando a idade vem chegando... hauhauhauhauahuahua). O fato é que apesar de nâo ter tido o mesmo brilho que o apresentador do ano passado, Jon Stewart, Ellen DeGeneres conduziu a festa com maestria, soltando piadas que muitos não entenderam (aquele lance de se desculpar por ter chamado Penélope Cruz de mexicana, foi a piada que não foi entendida só pelos loucos da academia), improvisando em grande estilo e ainda brincando com grandes figuras da festa (o roteiro entregue a Martin Scorcese foi o melhor da noite com certeza, claro que em seguida ficou o ciúme de Clint Eastwood por não ter recebido um também... ahahahahaha). Bem, a cerimônia ficou marcada pela incerteza, esse foi um ano extremamente difícil de prever os vencedores... indicadores sempre existem, mas a academia deu muita resteira em quem estava contando com a certeza de alguns prêmios (como O Labirinto do Fauno ter perdido o prêmio de melhor filme estrangeiro para The Live of Others, filme elemão extremamente elogiado por aqui...), mesmo assim foi uma entrega muito mais justa que a do ano passado. Sem mais delongas coloco aqui a lista das principais categorias, com comentários.
Melhor filme: The Departed
Confesso que não achei que o filme do tio Scorcese fosse levar. Apesar de ser um dos melhores filmes do ano, na minha opinião (quem quiser veja a lista dos melhores do ano passado mais embaixo), a obra tem um quê de "mais do mesmo" (tomem isso como o costume do Scorsese por filmes mais violentos ou as adaptações orientais que inundam a indústrias hollywoodianas nos últimos anos) e de certo não é o melhor trabalho do Scorcese (pra mim Taxi Driver, Os Bons Companheiros e Touro Indomável lideram a lista), mesmo assim a academia fez justiça e entregou o prêmio a essa maravilhosa obra. Mesmo assim, eu acreditava em Babel...
Melhor Ator: Forest Whitaker
Aqui foi quase, eu disse quase, barbada... O trabalho de Whitaker é fabuloso em The Last King of Scotland, intenso, cínico, cruel e humano... nada comparado com o que o ator já tinha feito antes, mesmo que ele tenha flertado com alguns pontos dessa mistura em Traídos Pelo Desejo de Neil Jordan. Eu votei no cara, mas tive sérias dúvidas com relação ao trabalho de Peter O'Toole em Venus, que absolutamente fantástico, mesmo assim no final o Whitaker levou... prêmio muitíssimo bem entregue.
Melhor Atriz: Helen Mirren
Essa foi a única barbada da noite. Tá certo que em certo ponto eu acreditei que Kate Winslet podesse levar a estatueta pelo seu introspectivo trabalho em Little Children, mas não tinha pra ninguém. A faceta da Dame inglesa, bateu as outras (que tinha em de americana em seu cast somente Meryl Streep) e o careca dourado ficou com a magnífica interpretação de Elisabeth II que Mirren nos presenteou. Vale muito pela interpretação dela, é a melhor coisa do filme de Stephen Frears, com certeza.
Melhor Ator Coadjuvante: Alan Arkin
Essa premiação, pelo menos pra mim foi surpresa... eu acreditei que o grande vencedor da noite seria Eddie Murphy, especialmente por causa da penca de prêmios que ele tinha ganho, inclusive o Golden Globe e o SAG awards (que em geral define os vencedores dos prêmios da academia em matéria de atuação - é o prêmio da associação de atores), mas eis que Alan Arkin vence por Little Miss Sunshine. Pra quem não lembra do Arkin ele trabalhou no filme Que É Isso Companheiro? de Bruno Barreto, indicado ao Oscar de Filme estrangeiro em 1998. Prêmio mais que justo, uma vez que o desempenho de Arkin é perfeito no filme da família desfuncional na jornada de reatarem seus laços novamente. Agora fica a pergunta: Se Murphy pode fazer papéis fantásticos e ter um desempenho tâo extraordinário quanto em Dreamgirls, POR QUE DIABOS ELE AINDA FAZ PODREIRAS NO NÍVEL DE NORBIT??? Mistérios da indústria...
Melhor Atriz Coadjuvante: Jennifer Hudson
Eu imagino o que deve estar se passando na cabeça de uma garota, que tentou alçar o estrelato num reality-show de maior audiência em seu país (o American Idol), foi desclassificada nas finais e conseguiu entrar na porta dos fundos de um filme que tinha uma das melhores histórias do ano de 2006. Jennifer encarnou a temperamental Effie White, surpreendeu a todos em uma atuação sincera e de um profissionalismo grandioso e no final foi presenteada com a maior das premiação da história do cinema. Em seu primeiro filme. Em sua primeira real aparição. Perfeito!!!! Ela desbancou Emily Blunt nas indicações e derrubou gente do naipe de Cate Blanchett das premiação. Sendo sincero eu ainda assim torcia para a japonesa Rinko Kinkuchi, pois pra mim a interpretação viceral dela em Babel nâo teve preço, mas o prêmio ficou muito mais que bem entregue. Quem sabe um dia a Beyoncé também não consiga... ehehehehehe.
Melhor Diretor: Martin Scorsese
Nunca vou esquecer a piadinha sacana com George Lucas que o Spielberg e o Coppola fizeram antes de entregar o prêmio de melhor diretor... perfeito!!! hauhauahuahuahua... De qualquer maneira, no momento que seus contemporâneos entraram no palco do Kodak Theatre para anunciar o vencedor da categoria, eu já sabia que o dono seria o velho Martin. Tendo sido indicado seis outras vezes e nunca tendo levado, esse era um débito que a academia estava disposta a pagar e o fez em grande estilo... ehehehehehe!!! Nâo há o que comentar aqui... próximo tópico.
Melhor Roteiro Original: Little Miss Sunshine
Apesar de ter adorado o roteiro e a história de LMS, nunca achei que ele levaria o prêmio. Como já havia explicado antes, seu impacto é suave demais em cima dos expectadores, e somente aqueles com o alho analítico o suficiente para enxergá-lo (como naquelas figuras em que é possível ver uma figura tridimensional) sã os que conseguem ver sua pequena genialidade. O prêmio foi sim, bem entregue, mas acredito que filomes como A Rainha ou O Labirinto do Fauno devessem ter tido essa honra, uam vez que eles são geniais e mostram em cada linha de seu script esse toque fantástico. Pra mim uma surpresa, mas uma boa.
Melhor Roteiro Adaptado: The Departed
Aqui eu realmente fui surpreendido. Nâo acreditei mesmo, em nenhum segundo, que The Departed levasse o prêmio de melhor roteiro adaptado frente a lista em que ele enfrentava. De certo Little Children seria o franco favorito na minha opinião, com o fenomenal trabalho de Todd Field, ou num segundo caso, Children of Men, que foi com certeza o filme mais injustiçado do ano nessa cerimônia do Oscar. Mesmo assim, como já disse anteriormente, filme complicado e conduzido de maneira genial... diálogos apurados e excelentes, verdadeiras metraladoras verbais e incandecentes... prêmio bem entregue!!!!
Bem vou terminando por aqui. Quem quiser ver a lista completa de vencedores pode clicar aqui. No mais é esperar as pérolas do ano que vem. Vejam o excelente lado bom desse ano: Ben Affleck nâo foi nem indicado... hauhauahuahuahuahua!!!
" I'm the guy who does his job. You must be the other guy" - Dignan in The Departed
Quinta-feira, Fevereiro 22, 2007
Golden Whisper - Part 02: The Rise of the Avenger
Segurem os cintos galera!!!! Essa é a segunda parte dos comentários sobre os filmes oscarizáveis que eu estou colocando por aqui... Como o tempo está curto e minha vida resolveu fazer um pacto com Mefisto (piada marvete e safada), infelizmente a terceira parte vem só depois da cerimônia no próximo domingo (dia 25, não esqueçam... pra mim vai ser dia 26 e de madrugada, mas quem precisa trabalhar mesmo???). De qualquer maneira, corto as delongas por aqui e espero que todos tenham visto essas bagaças.
Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan
Começo pedindo mil perdões por colocar o título completo do filme aí em cima, mas confesso que pessoalmente nâo é a mesma coisa pra mim colocar somente Borat. O significado escondido pelo quilométrico nominador da película mais esculachada, mesmo assim excelente, do ano passado, revela o nível de crueldade a que os americanos são submetidos. Me desculpem jovens padawans mascadores de tabaco, mas eu tenho que dizer isso: fuderosamente caralhoso!!!! Tendo saído do poço do esculacho, acho que posso comentar o filme de uma forma mais analítica. Concorrendo ao Oscar de melhor Roteiro Adaptado (sim, o filme tem como base uma obra literária), Sasha Baron Cohen cria uma jornada de aprendizado sobre o que há de mais podre na cultura norte-americana. Ele expõe totalmente o moralismo exacerbado, a falta de massa cinzenta, o preconceito intrisceco, o poder e total falta de tolerância das minorias organizadas... enfim, um desnudamento da alma do ser estadunidense e, por conseqüência, a maior tirada de onda da história em cima deles. Eu tenho que dizer que gostei muito do filme como um todo, e do significado dele (mesmo que muitos, inclusive o próprio criador achem que não teve nenhum...), mas não há como negar o exagero da escatologia por parte do protagonista em muitas ocasiões, fazendo com que o espectador fique chocado e os mais puritanos detestem as colocações. Eu pessoalmente acredito que mesmo tendo uma forma tão agressiva de colocar seus pontos de vista, o filme ganha sua licença poética e constrói um dos melhores documentos de análise de comportamento da cultura americana (claro que isso não ocorre com 100% da película, afinal de contas temos uma comédia aqui), funcionando como um Big Brother fora da casa. De certo as melhores cenas são as do Hino Nacional num rodeio (escrachando totalmente com o hino americano e tirando onda contra a guerra iraquiana), a da parada gay (onde ele encontrou os indivíduos mais amigáveis de toda a nação), a da "luta" entre o protagonista e seu produtor e, claro, a do "pedido" de casamento a Pamela Anderson (impagável... pra mim essa cena valeu o ingresso). Acredito que Borat tem que ser visto por todos... mesmo que não no cinema, mesmo que com aqueles momentos de hesitação (American Pie Upgraded nããããããão), ou mesmo com o pré-conceito de estar indo ver o filme mais idiota da sua vida, vale a conferida (pelo menos para a pergunta "que diabos esse filme está fazendo no Oscar?" sair da sua cabeça. Vale a pena.
Pecados Íntimos (Little Children)
Assim como Little Miss Sunshine, temos aqui uma outra análise, muito mais crua e densa, da instituição família. Pessoas sufocadas em relacionamentos que já não as fazem se sentirem confortáveis consigo mesmas, e por conseqüência, acabando por perturbar, num verdadeiro efeito borboleta, as conexões interpessoais estabelecidas com o todo a que faz parte, numa verdadeira reação em cadeia provocada pelos conflitos intensos entre razão e desejo. Enquanto que no filme da garotinha com a funny dance temos pessoas encontrando o que vale realmente a pena umas nas outras (uma vez que já estavam perdidas), aqui vemos elas se perderem completamente para reencontrar o que vale a pena para si mesmas e pesar o que tem de mais valioso na hora de fazer suas escolhas finais. Kate Winslet vive uma dona de casa e mãe de uma garotinha de 3 anos que, supostamente, estuda o comportamento das donas de casa suburbanas, em suas experiências diárias. Seu material de estudo sempre se reune nas tardes cinzentas de uma cidade bastante calma em meio ao um pequeno playground, quando levam seus filhos para brincar um pouco. Subitamente, surge um pai com o mesmo intento em meio ao grupo, até então, absolutamente feminino, ele logo é apelidado de "prom king" (ou algo do gênero), alimentando a curiosidade e desejo confesso das donas de casas de mentes vazias e opiniões limitadas a quem a personagem de Winslet estuda. Nada menor que mostrar como uma natural faceta a hipocrisia por trás da composição descrita, uma vez que olhar, falar e desejar é sempre permitido, mas concretizar, mesmo que da forma mais inocente e inesperada possível, conduz a tempestade que destrói o pequeno cículo, ou se não destrói, pelo menos exclui os pecadores (numa analogia discreta a Adão e Eva) do paraíso seguro que o ciclo social oferecia. Todd Field tem um tom agressivo dentro daquele mundo de Desperate Housewives... ele faz questão de usar de simbolismos dentro do próprio comportamento dos personagens para descrever suas decepções e o tom regressivo de suas atitudes (isso é extremamente explícito no personagem de Patrick Wilson em suas noites de observação aos skatistas ou seu retrocesso ao futebol que abandonou para se tornar pai de família). De maneira similar, ele lida com essa hipocrisia ao extremo, com a presença do personagem de Jackie Earle Haley (indicado ao prêmio da academia com todos os méritos...) nesse mundo suburbano, quando o personagem é publicamente conhecido como um pedófilo. Ironicamente ele é o único no decorrer da história a abraçar sua verdadeira natureza (o que nâo significa que seja a do molestador citado) frente a esse mundo tão complexamente transformado pelo jogo de aparências que cada um se força a submeter. Interessante, intenso e cru... uma verdadeira paulada, que vale a pena ser levada, pela direção excelente, atuações perfeitas e sentimento de ironia absorvido no final. Filme pra ver, rever e falar sobre, mesmo que a presença de Beleza Americana de Sam Mendes, faça menção e pareça tão mais vazio ao fim da exibição.
Diamante de Sangue (Blood Diamond)
Bem, apesar de ter uma atuação fenomenal, esse filme vai ficar na minha cabeça como a indicação sacaneada que o Leonardo DiCaprio levou. Titio Qui Gon explica. Edward Zwick nos entrega uma obra que flerta com o drama político, intenso, mesmo que falhe em diversas ocasiões em matéria de direção. A atuação do astro de Titanic é excelente, mas ele claramente é engolido pelo seu colega Djimon Hounsou, diferente do que acontece com o rapaz (sonho das adolescentes) em The Departed, pelo qual teria uma chance muitíssimo boa de vitória. O personagem de DiCaprio é parte de um universo invasivo, obscuro e extremamente incisivo: o mercado negro dos diamantes. O filme é interessante e tecnicamente muito bom, o seu problema pra mim é que apesar disso ele soa com um tema não muito novo e em diversas ocasiões querendo inclinar-se ao melodrama, especialmente quando acompanhamos o caminho da redenção do protagonista. Por outro lado, Hounson salva o filme com um segmento que poderia cair facilmente no caricato, mas que dá alma a história, especialmente pela dedicação e insights que o ator apresenta no decorrer das duas horas de exibição do longa. Djimon aproveita todas as chances que tem de roubar a cena, em especial no momento em que ele decide ir atrás do filho, levado pela milícia de Sierra Leone, país massacrado por uma guerra civil longe de ter seu fim. Jennifer Connely aparece na trama como a janela para o mercenário interpretado por Leo, e acaba sendo, no final o caminho de sua redenção, mas apesar de uma inerpretação eficiente, a atriz não se destaca, fica no vácuo das poucas cenas que lhe são dadas, e na obscuridade de ter um papel interpretado de forma semelhante no mesmo ano, e com maior impacto, por Nicole Kidman em Fur: An Imaginary Portrait of Diane Arbus. O filme é linear e de roteiro claro, a fotografia é excelente e o tema extremamente interessante, mas infelizmente não me empolgou. Merece a assistida pelas interpretações, mas só mudaria o mundo dos mais sensíveis... não foi o meu caso. Para isso eu assistiria de novo Hotel Rwanda.
" Sometimes, I wonder; will God ever forgive us for what we've done to each other?" - by Danny Archer in Blood Diamond
Quarta-feira, Fevereiro 14, 2007
Where's the Party?
É isso aew meu povo, o Smell está fazendo anos (no bom sentido... hauhauhauhauhauhuahuahaua). Ontem, foi o aniversário do primeiro post colocado aqui nessa bagaça, apesar de ter começado de maneira bem tímida, com uma escrita nojentíssima e ainda por cima com uma noção ínfima do que seria html (hã??? o que é isso???), eu sinto um prazer imenso de escrever por aqui. Contemplar os amigos que fiz ao longo dos anos, uns que se tornaram fantásticos companheiros virtuais (meu grande amigo Marlo-Batman) e outros que ultrapassaram as barreiras binárias e acabaram por me conhecer pessoalmente (como o companheiro louco, e gente nerd-finíssima, Luwig), não esquecendo nunca dos meus grandes amigos, que independente das bagaceiras que escrevo,continuam com o apoio moral de vir por aqui ;-). Só queria mesmo agradecer a todos que prestigiam o blogoso aqui (como todo ano eu faço... hauhauhauahuahua), não tenho a pretenção de agradar gregos e troianos, mas pelo menos tudo cai aqui com bom humor, com opiniões e feedbacks interessantes e aqueles momentos toscos que só vcs podem presenciar... Bem, como eu estou ocupado pacas (yeah, right...), vou terminando por aqui, agradecendo novamente e pedindo sempre pra não ficar de saco cheio de colocar meus pensamentos insanos por aqui... bem, se isso acontecer tenho pena dos meus amigos (perderam a oportunidade de me dar um real quando a tiveram em mãos...), que vão ter que agüentar o excesso. Sendo assim, só pra fazer uma pequena homenagem a todos que fazem o Smells aqui, aí vai uma musiquinha que acoselho todos a procurar no e-mule, soulseek e adjacências, mais próximo...
Crazy in Love
Snow Patrol
I look and stare so deep in your eyes,
I touch on you more and more every time,
When you leave I'm begging you not to go,
Call your name two or three times in a row,
Such a funny thing for me to try to explain,
How I'm feeling and my pride is the one to blame.
'Cuz I know I don't understand,
Just how your love your doing no one else can.
Got me looking so crazy right now, your love's
Got me looking so crazy right now (in love)
Got me looking so crazy right now, your touch
Got me looking so crazy right now (your touch)
Got me hoping you'll page me right now, your kiss
Got me hoping you'll save me right now
Looking so crazy in love's,
Got me looking, got me looking so crazy in love.
When I talk to my friends so quietly,
Who he think he is? Look at what you did to me,
Tennis shoes, don't even need to buy a new dress,
If you ain't there ain't nobody else to impress,
The way that you know what I thought I knew,
It's the beat my heart skips when I'm with you,
But I still don't understand,
Just how the love your doing no one else can.
Got me looking so crazy right now, your love's
Got me looking so crazy right now (oh crazy)
Got me looking so crazy right now, your touch (you're in love)
Got me looking so crazy right now (love!)
Got me hoping you'll page me right now, your kiss (hey!)
Got me hoping you'll save me right now
Looking so crazy in love's, (hey)
Got me looking, got me looking so crazy in love.
I'm Looking so crazy in love's,
Got me looking, got me looking so crazy in love.
Check it, let's go
Young Hov y'all know when the flow is loco,
Young B and the R-O-C, uh oh,
Ol' G, big homie, the one and only,
Stick bony, but the pocket is fat like Tony, Soprano,
The ROC handle like Van Axel,
I shake phoneys man, You can't get next to,
The genuine article I go I do not sing though,
I sling though, If anything I bling yo,
a star like Ringo, roll like
Crazy bring ya whole set,
Jay Z in the range, crazy and deranged,
They can't figure them out they like hey is he insane
Yes sir I'm cut from a different cloth,
My texture is the best fur, of chinchilla.
Been dealing with chain smokers,
But how you think I got the name Hova?
I been realer the game's over,
Fall back young, ever since the label changed over
to platinum the game's been wrap, One!
know what i mean?
Got me looking, so crazy, my baby
I'm not myself, lately I'm foolish, I don't do this,
I've been playing myself, baby I don't care
'Cuz your love's got the best of me,
And baby you're making a fool of me,
You got me sprung and I don't care who sees,
'Cuz baby you got me, you got me, so crazy baby
HEY!
Got me looking so crazy right now, your love's
Got me looking so crazy right now
Got me looking so crazy right now, your touch
Got me looking so crazy right now
Got me hoping you'll page me right now, your kiss
Got me hoping you'll save me right now
Looking so crazy in love's,
Got me looking, got me looking so crazy in love.
Got me looking so crazy right now, your love's
Got me looking so crazy right now (your love)
Got me looking so crazy right now, your touch
Got me looking so crazy right now (your touch)
Got me hoping you'll page me right now, your kiss
Got me hoping you'll save me right now
Looking so crazy in love's,
Got me looking, got me looking so crazy in love.
" I want to buy a car with pussy magnet" - Borat
Sexta-feira, Fevereiro 09, 2007
Golden Whisper - Part 01
Depois de longas duas semanas sem aparecer por aqui (e dessa vez o povo nem reclamou...), finalmente o Smells retorna com a pipoca do momento... errr... digo... o assunto é filmes (trocadilho mais infâme). O negócio é que por aqui apertou o trabalho, essa semana foi meio barra e a próxima não promete ser muito melhor. Tenho no momento 4 posts iniciados (que eu não vou entregar, esperando terminá-los o mais cedo que eu puder), mas sem muito tempo (traduza como cabeça fria) pra terminá-los. Desse modo, como esse post sobre filmes estava ficando estuprosamente (inventei uma nova palavra para a lígua portuguesa...) grande, achei que para o bem dos que não tem saco de ler muito, ele deveria, sabiamente, ser quebrado em dois (ou três, o tempo dirá). Agora deixa eu deixar (piada de vôlei) de enrolar e partir pros finalmente, que eu ainda tenho uma reação pra babysittiar (e o vocabulário português continua crescendo...) e uma apresentação (que eu nâo estou com o menor saco de olhar pra cara) pra terminar... Sem mais delongas (adoro essa frase, ela tem efeito... yeah, right).
O Labirinto do Fauno (The Pan's Labyrinth)
Ao final da guerra civil espanhola, há muito o que se reestruturar. No meio de toda essa discussão política, onde heróis e vilões se confundem em tons cinzentos (mas deixam claro o tipo de pessoas que são), uma garota se vê perdida entre uma realidade assustadora e, promissoramente, opressora e um mundo de fantasia que dispõe à realização dos seus sonhos, mesmo que até essa concretização ele se torne tão assustador quanto esse universo de balas e rebeldes que ela tanto quer fugir. É assim, confundindo fantasia e realidade, num tom totalmente obscuro, que Guillermo Del Toro nos concebe sua mais primorosa obra (injustamente não indicada ao Oscar de Melhor Filme). Advirto aos mais frívolos que apesar de ser um filme de fantasia, essa película passa muito longe de ser um filme infantil. Sua tonalidade política e o tom das tarefas enfrentada pela pobre e sonhadora Ofélia (vivida de maneira bem eficiente pela jovem, e promissora, atriz Ivana Baquero), definitivamente, não é algo a ser analisado pelos infantes sedentos por magia e o fantástico. O paralelo criado por Del Toro não chega a ser extremamente complexo, mas algumas nuances escapam aos mais desatentos. Tecnicamente o filme é de um primor espetacular, o costume design, desde a caracterização da época até a concepção dos bizarros seres deste contos de fadas, consegue o máximo de realidade imaginável, claro que com o auxílio de uma direção de arte fenomenal e uma fotografia de deixar qualquer um boquiaberto, o tangível passeia na credibilidade. O Trabalho do diretor é impecável, este é de certo o melhor trabalho de sua carreira. Em matéria de atuação o sempre irrepreensível Doug Jones nos presenteia com um fauno tão curiosamente doce, quanto assustador. O mesmo tipo de elogio pode ser direcionado para Maribel Verdú (em filmes menores desde E Sua Mãe Também). Obra que mecere ser vista ais de uma vez, tanto pelo conjunto quanto pela leve mensagem de esperança dado no final.
Babel
Não posso deixar de registrar que escutei (li) comentários sobre o fato de Babel ser um filme menor de Alejandro Gonzalez Iñárritu, uma vez que seus antecessores (Amores Perros e 21 Grams) são bem mais profundos e analíticos, de um modo geral. Então, deixe-me registrar também que eu discordo muitíssimo (percebeu a ênfase?) dessa opinião. Acredito que apesar de usarem o mesmo tipo de narrativa, descosturada e não-linear, os filmes tratam de pontos diferentes tendo em comum somente o vazio dos personagens que os compõem. O grande pulo do gato dessa obra é trazer a construção da ponte que conecta o vazio entres esses personagens tão presos em suas inseguranças e perdidos nos erros que cometem, numa proporção mais global. É como ver a evolução do mesmo tema, sempre sendo ampliado. Aqui nós temos choques culturais como plano de fundo para a verdadeira falta de comunicação que acontece entre os que falam a mesma língua, das três histórias (na verdade quatro se contarmos que duas delas ocorrem no Marrocos, mas com tempos diferentes) apresentadas em paralelo (interconectadas de uma forma ou de outra) a que envolvem os personagens de Brad Pitt e Cate Blanchett é a que mostra isso de uma forma mais aberta e didática. Mesmo assim, é impossível não agregar essa premissa as outras linhas narrativas subseqüêntes. Um filme que agrega demais ao sentimento de saída da sala de exibição, quando o expectador absorve as nuances apresentadas e identifica seus próprios erros dentro de problemas semelhantes. O problema nunca está onde tudo ocorre e sim como ocorre. A direção é perfeita, não há o que falar. Das atuações, tudo é muito intenso... desde os atores mais famosos, até os mais expressivos, e jovens, desconhecidos, tanto que todos são tomados como coadjuvantes de um todo, o personagem principal da história é o intangível sentimento que envolve a todos. Mesmo assim vale muito a pena destacar o fenomenal trabalho de Rinko Kikuchi, definitivamente essa garota é a minha favorita a levar o prêmio da academia, daqui a duas semanas. O trabalho de Adriana Barazza é também muitíssimo bom, intenso demais, apesar de ter um impacto menor que o da jovem japonesa citada acima. Os graúdos também ficam com elogios, especialmente Brad Pitt, que pra mim tem sua melhor atuação desde Os 12 Macacos. Filme pra todo mundo ver e refletir, sem muita desculpa pra pular fora.
Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine)
Um filme que vai pegar muita gente despreparada pelo pé. Eu acredito que uma penca de mentes loucas, e meio vazias (vale salientar), devem estar se perguntando por que diabos esse filme, que parece ter sido visto milhares de vezes em outras vestes, está indicado ao Oscar de Melhor Filme? Pequeno curumim, mastigador de tabaco, eu diria a você que desista de assistir filmes com muitos simbolismos, metáforas e críticas a instituições americanas... muito melhor continuar vendo Tomb Rider (huehuehueheuheuheue!!!). Little Miss Sunshine é uma obra analitica demais para o que é apresentado na tela, impressionante como tudo soa metaforicamente, ao maior estilo "Os Excentricos Tenembauns", mas com uma acidez muito menor e digerível de todas as maneiras. Johnathan Dayton, faz um filme sobre uma família disfuncional, e quebrada, americana absolutamente normal, com uma mãe super-estressada, um pai que tenta vender algo em que acredita mas que não consegue fazer ninguém acreditar (simplesmente pelo fato de que tudo soa como da boca-pra-fora, dito por ele), um tio deprimido, que chega ao extremo do suicídio por causa de uma desilusão amorosa (que depois que você vê o cara - sim ele é gay - não se entende o porquê, pois o objeto de desejo é o maior loser), um avô desbocado e viciado em heroína e um irmão que expressa seu pretenso ódio familiar num voto de silêncio (se expressando somente por escrita), tudo isso ao redor de uma sonhadora garotinha de 10 anos, que conecta todos numa jornada em busca de um sonho: seu primeiro concurso de Miss (o little miss sunshine do título). Não vou me prolongar, mas a mais expressiva metáfora para o que o filme representa está na foto acima, quando eles tem que empurrar e correr atrás da van que leva a todos ao estado da Califórnia, para o tal concurso... não é van realmente que eles perseguem, se o filme for visto com bastante atenção. Como disse a direção é bem leve, apresentando temas pesados de uma maneira perfeitamente digerível, em alguns momentos o filme soa até como uma sitcom (talvez aí seja onde ele perca um pouco mais de sua força). As atuações são brilhantes, de todo o elenco... a pequena Abigail Breslin é incrível em sua interpretação, sua expressividade facial e corporal é de colocar qualquer ator mais antigo, como Ben Affleck, no chinelo (hauhauahuahuahau). Alan Arkin está igualmente grandioso... não vou me prender a elogios. Gostaria somente de fazer um parenteses (mais um???) com relação a atuação de Steve Carell que merecia a lembrança de uma indicação de maneira similar. Um absurdo o cara não ter sido reconhecido. Filme de sessão da tarde com um cérebro sem tamanho, vale demais a pena.
OK, a primeira parte eu termino por aqui, tento colocar daqui a uns dias: Blood Diamond, Apocalypto, The Queen, Venus, Dreamgirls e The Last King of Scotland.
" Oh my God, I'm getting pulled over. Everyone, just... pretend to be normal" - Greg Kinnear in Little Miss Sunshine
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