Sexta-feira, Janeiro 26, 2007
Conversations With the Golden Bald
Como todo mundo aqui deve estar careca de saber (piadinha infâme) os indicados ao prêmio máximo do cinema (mesmo que muita gente ache que é marmelada) foram apresentados ao público na última terça-feira. Como não poderia deixar de ser, tenho que dar o meu pitaco (mesmo que ninguém esteja interessado), e falar sobre as várias gratas (e outras nem tanto assim) surpresas do prêmio desse ano. Confesso que este está difícil de previnir algo, confesso que eu mesmo estou perdidinho, uma vez que a qualidade das atuações e tecnicalidades de cada película estão extremamente lineares... Agora senta que lá vem história para as categorias principais (quem quiser ver o resto vai no site oficial clicando aqui):
Melhor Filme
Babel
Os Infiltrados (The Departed)
Cartas de Iwo Jima (Letters From Iwo Jima)
Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine)
The Queen
Caracas, confesso que fiquei impressionado pela indicação do filho pobre do tio Clint Eastwood ao prêmio de melhor filme. Pra quem não sabe, Cartas de Iwo Jima é o lado japonês da história contada em Flag of Our Fathers que estava sendo colocado no topo de apostas por todos os críticos a prêmios do ano passado. Acho que The Departed tem imensas chances de levar, mesmo que tenha perdido o Golden Globe... mesmo assim ainda fico com Babel.
Melhor Ator
Forest Whitaker - O Último Rei da Escócia (Last King of Scotland)
Will Smith - À Procura da Felicidade (The Persuit for Happiness)
Leonardo DiCaprio - Diamante de Sangue (Blood Diamond)
Ryan Gosling - Half Nelson
Peter O'Toole - Venus
Depois de ter conquistado o Golden Globe de melhor ator de drama, Forest Whitaker subiu pacas na bolsa de apostas... mas ainda confesso que meus "noves fora" pendem para Peter O'Toole. O cara é quase octagenário e conseguiu a proeza de ter uma das melhores atuações do ano, segundo metade da crítica mundial. Vamos ver... Leo DiCaprio vai ficar ainda na saudade, acredito que ele não foi por The Departed pelo mesmo motivo que Nicole Kidman em The Others. O papel é mais mediano que sensacional, mais fácil de pender pra outro...
Melhor Atriz
Helen Mirren - The Queen
Judi Dench - Notes on a Scandal
Kate Winslet - Pecados Íntimos (Little Children)
Penélope Cruz - Volver
Meryl Streep - O Diabo veste Prada (The Devil Wears Prada)
De certo essa é a categoria mais difícil de todas... Apesar do coração ainda pender para Meryl Streep (que consegue sua décima quarta indicação ao prêmio, sendo a recordista disparado) é quase certo de quem ganha esse prêmio é Helen Mirren e sua gigantesca atuação como a Rainha Elisabeth... esperar pra ver. No quesito surpresa, jamais esperei ver Penélope Cruz indicada a um Oscar, especialmente depois de Vanilla Sky e Captain Corelli... fazer o que... :-p
Melhor Ator Coadjuvante
Alan Arkin - Pequena Miss Sunshine
Jackie Earle Haley - Pecados Íntimos
Djimon Hounsou - Diamante de Sangue
Eddie Murphy - Dreamgirls
Mark Wahlberg - Os Infiltrados
Aqui foi a maior surpresa negativa que eu tive nessa lista. COMO ASSIM JACK NICHOLSON NÃO FOI INDICADO??? Tudo bem, porque o trabalho do Mark Wahlberg está iqualitariamente magnífico. Um surpresa inesperada foi a presença de Eddie Murphy na lista, pois mesmo que ele tivesse ganho o Golden Globe, eu nâo achei possível a academia dar o braço a torcer para o monte de besteiras que ele vem fazendo nos últimos dez anos... o cara vem "all the way down the hill" e tem a chance de ouro com essa indicação, e possível premiação. No momento ele é o mais forte candidato, mas como a academia costuma surpreender nas categorias de coadjuvante, eu olharia também Jackie Earle Harley, ele tem pra mim o melhor trabalho em Little Children.
Melhor Atriz Coadjuvante
Abigail Breslin - Pequena Miss Sunshine
Cate Blanchett - Notes on a Scandal
Jennifer Hudson - Dreamgirls
Adriana Barraza - Babel
Rinko Kikuchi - Babel
Outra categoria que eu não tenho a mínima idéia de quem leva. Como a ex-American Idol, Jennifer Hudson, levou o esférico dourado semana passada, ela é de certo uma forte candidata. Mesmo assim, ainda acredito que quem tem chances de levar també esse prêmio é Rinko Kikuchi por seu trabalho em Babel. Nunca desprezando, claro, Cate Blanchett a oscarizada é sempre uma fortíssima candidata ao prêmio.
Melhor Animação
Carros (Cars)
Happy Feet - O Pingüim (Happy Feet)
A Casa Monstro (The Monster House)
Hummmm... os mesmos indicados ao Globo de Ouro... Espero que pelo menos aqui, premiem A Casa Monstro. Carros não mereceeeeeeeeeeeeeeeee...
Direção
Martin Scorsese - Os Infiltrados
Alejandro González Iñárritu - Babel
Paul Greengrass - Vôo United 93
Clint Eastwood - Cartas de Iwo Jima
Stephen Frears - The Queen
Confesso que fiquei surpreso com a presença de Paul Greengrass na lista dos indicados. Seu filme é fuderosamente bom... e esse é o ano dos filmes de temáticas fortes. Ainda assim acredito que esse é o ano que o Martin Scorcese leva. Seu trabalho em The Departed é digno de perfeição... pra mim, de certo, um dos melhores filmes que o cara já fez na vida, e com certeza a rendençâo a bomba que foi The Aviator (que me ainda é um mistério o número de indicações que recebeu). Ainda no páreo est'a Clint Eastwood, por sua pequena obra-prima em japonês... ehehehehehe!!!
Roteiro adaptado
Borat
Filhos da Esperança (Children of Men)
Os Infiltrados
Pecados Íntimos
Notes on a Scandal
Não há muito o que falar aqui. Apesar de Filhos da Esperança ser muito bom, excelente trabalho do Cuarón, o páreo está entre Little Children e The Departed. Acredito que pela temática forte e controversa do american way of life, o primeiro deve levar.
Roteiro original
Pequena Miss Sunshine
O Labirinto do Fauno (The Pan's Labirynth)
Babel
Cartas de Iwo Jima
The Queen
Aqui já está mais difícil. Meu coração pende para o filme do Guillermo Del Toro, mas acredito que o páreo está bem apertado entre Letters from Iwo Jima, The Queen e Babel... Como o filme com a Helen Mirren levou esse prêmio no Golden Globe, ele sai na frente, mas ainda está complicado de afirmar alguma coisa. Fico com Babel.
Filme Estrangeiro
Dias de Glória (Argélia)
O Labirinto do Fauno (México)
Water (Canadá)
The Lives of Others (Alemanha)
After the Wedding (Dinamarca)
A produção americana matou as chances reais de Letters From Iwo Jima ter seu Oscar. Como o filme é falado em japonês, ele deveria estar na categoria, mas uma regra do oscar (de que a produçâo deve ser pelo menos 75% estrangeira, para o filme entrar nessa categoria) deixou Eastwood sem esse prêmio certo. De qualquer maneira, acho que O Labirinto do Fauno é quem aparece como franco favorito, uma vez que sua inclusão em outras categorias, inclusive a de roteiro, dâo uma força descomunal ante os outros concorrentes. A exceçâo destes, uma pequena vantagem se abre para The Lives of Others, filme alemão que tem feito um relativo sucesso na europa.
Bem, acho que eu tenho que acabar por aqui, a excessão dessas categorias, só acho um absurdo Superman Returns ter sido indicado ao Oscar de Efeitos Especiais... come on, o filme pode nâo ser ruim (pelo menos pra mim), mas os efeitos são vergonhosamente ruins em alguns momentos (especialmente na cena final do Super se despedindo da Lois)... uó. A lista completa est'a num link acima, e quem quiser comentar o resto por aqui fique a vontade. A preguiça de outros nâo deve ser limitante para ninguém ;-)
" It's not enough" - The First Slayer
Sexta-feira, Janeiro 19, 2007
Tabula Rasa
Somente uns comentários rápidos por aqui... "Por que?" os jovens padawans poderiam perguntar. O negócio é que o trabalho aqui começou a apertar, estou fazendo algumas coisas sozinho, e como eu sou cabeça dura, levo o dobro do tempo pra que tudo saia direitinho. Fora isso, resolvi colocar minha vida de seriados em dia (comprei um DVD que passa DivX, acreditem é a melhor coisa da face da terra...), assistindo tudo em casa no conforto da minha amada tv, sem ter que recorrer a ficadas mais longas na Universidade pra poder assistir meu bagulhos... Bem, mas acho que isso fica pros comentários, vamos as baboseiras:
1) Eu tinha que falar do Globo de Ouro antes né? Tenho que dizer que não curti muito não... apesar das surpresas, muitas vezes bastante boas, achei a cerimônia o cúmulo da desorganização. Deixaram a galera falar a torto e a direito no in'icio da cerimônia pra no final sairem cortando tudo... inclusive, o prêmio Cecil B. DeMille, dado a Warren Beaty, que geralmente leva 40 minutos, foi suprimido pra 20, mas com um discurso inspirado de seu homenageado e de quem lhe entregou o prêmio, Tom Hanks. Bem, quanto as premiações, tenho que confessar que eu fiquei supreso, mas ao mesmo tempo bastante feliz, com a entrega do esférico dourado de melhor filme de drama a Babel. Queria muito que The Departed levasse esse também (que ficou com o de melhor diretor para Scorcese), mas ficou nas mãos de uma obra igualmente grandiosa. Já não compartilho da mesma opinião em relação ao filme de comédia ou musical, Dreamgirls ter levado me faz criar imensas expectativas em cima dele e não sei se ele aguenta o tranco não. Como se não bastasse esse prêmio, a película ainda agarrou os de melhor ator e atriz coadjuvante, para Eddie Murphy e Jennifer Hudson respectivamente, fazendo as espectativas aumentarem ainda mais. Muito se fala sobre a indicação de Murphy para o Oscar (os indicados saem na próxima semana), mas eu tenho lá minhas dúvidas... o negócio é que Dreamgirls agora vai se fazer ser visto só pra conferir que raios de filme bom é esse que levou tanto prêmio (foi o vencedor da noite). Outras boas surpresas foram as vitorias de Meryl Streep e Sasha Baron Cohen com os melhores discursos da noite. No campo da televisão quem surpreendeu foi Ugly Betty, levando melhor comédia (superando de maneira absurda My Name is Earl e Desperate Housewives) e melhor atriz de comédia... agora fiquei curioso, mas não tanto... argh!!! Foi uma entrega de prêmios bem democrática, mas sem nenhum apelo maior... espero que a festa da academia me dê mais exasperação. Próximo Item.
2) Assisti nas duas últimas semanas a segunda temporada de The 4400 (que é emputecidamente fuderosa), e estou revendo a sétima de Buffy, pois estou em breve preparando um post pra vocês sobre a primeira cria de Joss Whedon. Já tenho engatilhados, quando acabar, a terceira dos mutantes abdusidos, o resto de Firefly, a primeira de Battlestar Galactica (pode comemorar Mestre Luwig, huahauhauahuahuahua) e ainda o restinho de Dexter que ainda não vi (que caralhosamente fuderosa... quem curte Jack Bauer vai gostar do Dexter também). Ah, e estou com os quatro primeiros episódios de 24 e os três primeiros de Dirt (que coloca Courtiney Cox de volta a mídia, de forma bem elogiada). Ou seja, tenho passatempo para as próximas duas semanas... hauahuahuahuahuahua!!!
3) Uma tempestade bem complicadinha passa por aqui pela Europa no momento... veio do norte da Inglaterra, passou fudendo tudo pela França e no momento está atormentando o povo alemão e nos pesadelos dos austríacos, que serão os próximos da lista. Aqui na Suíça a gente fica somente com o refugo, isso significa uma temperatura de 15º C com ventos de até 36km/h... até em fenômenos naturais esse país é neutro... fala sério (e ainda bem)... hauhauahuahuahuahua!!! E só comentando a temperatura... deveria estar entre -5 e -10º C no momento por aqui. Com o tempo doido as árvores, flores e bichos não sabem se é inverno ou primavera... então temos uma tuia de pássaros que não imigraram, margaridas florecendo no inverno e árvores ficando verdes... não sei porque, mas eu acho que a gente por aqui ainda vai pagar por isso (tipo, com um verão bem do safado...)!!!
4) Estou com problemas pra ir ao cinema. Primeiro a grana tá curta e aqui é muito caro, e mesmo que eu pudesse ir, como é que eu vou fazer pra ver Babel (cujo marroquino e japonês me deixam no chinelo) e Apocalypto (em ancient astec)??? Vou ter que acabar recorrendo a o bom e velho download por aqui mesmo, pois tenho que ver essas bagaças antes do Oscar. Por falar em filmes que eu quero ver, aí vai a lista dos filmes que eu tenho que estar na fila no ano que vem...esses pelo menos tem que valer o esforço
The Last King of Scotland (Forest Whitaker ganhou o Golden Globe por esse filme e ele ainda tem Gillian Anderson, preciso dizer mais?)
Hollywoodland (Apesar de ter Ben Affleck, o filme parece ser muitíssimo bom...)
The wind that shakes the Barley (de Ken Loach, vencedor de Cannes)
Breaking and Entering (Jude Law e Juliete Binoche, num filme fuderoso...)
Flag of Our Fathers (só pra comparar com...)
Latters from Iwo Jima (que é a verdadeira obra-prima do tio Clint)
Little Children (Kate Winslet numa das melhores interpretações de sua carreira, dizem que ela leva outra indicação)
The Last Kiss (Zach Braff em adaptação de filme oriental...)
Number 23 (Jim Carey num filme que tem o trailler mais fenomenal do ano)
The Good German (Old times back by George, Cate and Steven)
300 (Frank Miller...)
Sunshine (Danny Boyle...)
TMNT (homens sâo eternas crianças, come on... ehehehehe)
Zodiac (David Fincher... aeeeeeeeeew)
The Kingdom (Jennifer Garner)
Spiderman 3 (preciso mesmo comentar...???)
Pirates of the Caribbean - At World's End (...)
Shrek, The Third (fuderoso!!!!)
Fantastic Four: The Rise of Silver Surfer (não sei pq, mas eu tou botando a maior fé nesse filme...)
Ratatouille (certamente nâo me decepcionará como Cars, é do mesmo louco que fez The Incredibles)
Harry Potter and the Order of Phoenix (comento tb não né...???)
Transformers (caralho, caralho, caralho... tem que ter o barulhinho que eu fazia com a boca quando eles se transformavam)
The Simpsons (...)
The Bourne Ultimatum (pense na curiosidade pra ver esse filme...)
The Assassination of James James by the Coward Robert Ford (não sei pq, mas eu tou botando a maior fé nesse filme... oops já escrevi isso antes)
Stardust (Neil Gaiman, hellow...??)
The Brave One (Jodie Foster, the magnificent cunt... pra mim é motivo suficiente)
The Visiting (Nicole Kidman...)
Fanboys (Um bando de nerd levando o amigo morimbundo pra o racho Skywalker... caralho, caralho, caralho...)
His Dark Materials - The Golden Compass (O novo Senhor dos Anéis... e com Nicole Kidman... aeeeeeeeeeeeeew)
5) Cinema, Aspirinas e Urubus, do meu conterrâneo Marcelo Gomes, foi eliminado na prévia de melhor filme estrangeiro... Uma pena mesmo, porque o filme vale demais a pena, e com certeza deve ser melhor que o filme suíço, bem como o do Paul Verhoven, que ainda estão na lista de pré-selecionados. Bem, pelo menos a gente sabe da qualidade do filme e quem sabe algo com a mesma genialidade deste e de O Céu de Suely não estajam lá ano que vem? É esperar pra ver...
6) Aqui é só pra provocar: Quem bate as botas no final de Civil War???
" Acabou essa porcaria... " - parafraseando Cardinot
Terça-feira, Janeiro 09, 2007
Oops, I didn't know I couldn't talk about sex
And I'm not sorry [I'm not sorry]
It's human nature [it's human nature]
And I'm not sorry [I'm not sorry]
I'm not your bitch don't hang your shit on me [it's human nature]
Acho que a exemplo da série que será comentada aqui, eu tenho que ser sincero e exprimir a minha mais sincera opinião e dizer que as mulheres, de todo o planeta, deveriam ser terminantemente proibidas de assistir esse produto pós-moderno de comportamento feminino, e apenas levemente (OK, eu estou sendo bonzinho aqui) feminista. POR QUE??? VOCÊ ME PERGUNTA "POR QUE"??? Simplesmente porque esse é o início do fim, no que diz respeito a união feminina em direção a uma mente coletiva, conseguindo, inclusive, grandes resultados como: 1) A descoberta (na verdade contemplação) de que nós homens nunca crescemos, mentalmente paramos nos treze anos e sempre vamos brigar com os nossos filhos pelo brinquedo mais legal. Claro que isso também se extende, tornando mais explícito o fato de que os que tentaram crescer falharam permanentemente e hoje são só vítimas de uma fase transitória amarga, degererativa, que carrega uma horrenda mediocridade emocional atachada; 2) Mesmo entendendo que nunca crescemos, a teimosia continua na cabeça delas e algumas tentam mudar quem aparece enquanto o "alfa" de sua vida... bem, a série ensina que isso é perda de tempo, pois além de causar uma canseira dos diabos, você deixa de cuidar de si (cansando sua beleza) e te leva ao terceiro ponto; 3) Enquanto pré-adolescentes idiotas e que na verdade só querem uma mãe e um brinquedo mais legal (entendam esposa e um carro fuderoso), os homens se tornam uma espécie (na verdade gênero, antes que eu seja apedrejado pelos biólogos) muitíssimo fácil de se manipular... e por consequência, não são realmente uma ameaça a um império feminino crescente e absoluto que encontra um futuro cada vez mais promissor frente a materiais como este. Mas claro que fica sempre aquela janelinha de que, apesar de tudo isso, um homem é perfeitamente capaz de estabelecer um desenvolvimento emocional interessante, pela simples compreensão de que eles são seres... simples. Bem amigos, amantes de sua confortável posição de macho dominante, temam, pois o assunto aqui é Sex and the City.
You wouldn't let me say the words I longed to say
You didn't want to see life through my eyes
[express yourself, don't repress yourself]
You tried to shove me back inside your narrow room
And silence me with bitterness and lies
[express yourself, don't repress yourself]
Independente das piadas mais cheias de verdade que eu já soltei na minha vida, nesse primeiro parágrafo, eu tenho que reconhecer que a série criada por Darren Star (é esse cidadão mesmo que você está pensando, que criou Brendon, Brenda e Cia), em cima dos textos de Candace Bushnell (escritos para o jornal New York Observer, além de ter publocado o livro Sex and the City), é um marco da televisão mundial. Como já mencionado, é um dos melhores estudos de comportamento feminino, avaliando por tabela o mundo masculino por sua visão prática, mas não por isso perdoável. Os episódios são colocados de forma a avaliar sempre uma dúvida feminina, que é perfeitamente identificável em uma namorada, irmã, mãe ou até vizinha da porta da frente. A protagonista coloca suas dúvidas na forma de uma matéria de um dos jornais mais importantes de uma das maiores cidades do mundo: New York. Claro que a escolha tanto do meio de comunicação quanto da cidade não aconteceram por acaso. O jornal é um meio de comunicação de pessoas inteligentes (porque é muito mais fácil assistir tv, certo?), mulheres inteligentes, que partilham das mesmas dúvidas emocionais e são atingidas do alto de seu auge profissional, de sua sensibilidade artística ou simplesmente de seu apreço sexual (seja ele qual for). A cidade é conhecida por ser a maior e mais cosmopolita de todo o planeta. Todos os tipos de homens e mulheres cruzam as ruas de New York, um excelente espaço amostral para se traçar um estudo de comportamento em escala mundial. Os diálogos são simplesmente escritos de maneira a preservar essa fauna diversificada, mantendo uma linguagem comtemporânea, mas nem por isso deixando de ser bem articulada, um senso de humor único e sem nenhum apelo a absurdos (porque tudo que é visto na série, acreditem, é possível). Isso sem contar como o plus, de que a série passou a criar tendências, especialmente no que diz respeito ao mundo da moda... as passarelas não eram mais uma maneira de mostrar as coleções, pelo menos não se mostravam mais suficientes para estilistas como Donna Karan, Dior e Dolce & Gabana, que aproveitaram e tascaram seus modelitos na série.
Did I say something wrong?
Oops, I didn't know I couldn't talk about sex
[i musta been crazy]
Did I stay too long?
Oops, I didn't know I couldn't speak my mind
[what was I thinking]
Os personagens são um plus a parte. As quatro protagonistas representando uma mulher diferente, mas ainda assim o conjunto de todas. Carrie Bradshaw, personagem de Sarah Jessica Parker, mantém sua personalidade mesmo que curiosamente ela seja uma leve simbiose das outras três. Carrie, é a escritora, mantém uma coluna no The New York Star (mais tarde ela assume também a função de fashionista e uma coluna para a revista Vogue), que trata de experiências próprias e de suas amigas. Isso a torna narradora da série, contando os eventos ocorridos com cada personagem como se fossem parte integral de sua própria coluna. Character extremamente curiosa, basta dizer que ela menciona ter comprado a revista Vogue, ao invés do jantar, quando ainda era recém-graduada. Charlotte York, vivida por Kristin Davis, é a representante das mulheres que sonham com seu príncipe encantado e com o futuro de mãe e esposa ideal (mesmo que, em certo nível, todas as outras personagem tenham mostrado essa característica - mesmo que em alguns casos de forma bem bizarra). A tragetória de Charlotte na série é bem massacrante, uma vez conservativa (acho que a menina deve ser até republicana... hauhauhauhauauhauha), ela aprende que relacionamentos exigem concessões, que ela prazerosamente tende a fazer, mesmo que se apresente relutante em todas elas. Sua relação com Samantha é o melhor... a discrepância das personagens é tão intensa que elas entram em choque em diversas ocasiões. Miranda Hobbes é a representante das mulheres muitíssimo bem sucedidas em sua carreira, que conseguem comprar seu próprio apartamento ainda durante os trinta anos, sem ter que fazer nenhum sacrifício financeiro para isso, e encara o mundo dos homens de frente, ao ponto de se tornar parceira de um grande escritório de advocacia com a mesma idade. Em compensação, seu sucesso profissional é somente equilibrado por uma sucessão de fracassos amorosos, em parte devido à falta de habilidade de deixar alguém entrar na sua vida, mesmo que ela vá lentamente vencendo essas barreiras. Para mim a personagem de Cynthia Nixon é a mais mais interessante de todas, ela é a que mais cresce durante os seis anos de sobrevivência do seriado. E por não ter o mesmo apelo sexual de suas companheiras, é possível observar sua beleza aflorar com a retirada gradativa das camadas duras a que se impôs, afim de atingir esse sucesso no trabalho. Acho-a simplesmente fantástica. Por último, mas não menos importante, temos a agressiva Samantha Jones. Essa personagem de Kim Cattrall é na verdade um homem de saias, pelo menos no que diz respeito ao cotidiano sexual que os americanos pintam para si mesmos. Samantha é daquelas que chega num modelito que reforce seus apelos mais sensuais, olha a presa, chega, engata a segunda e carrega pela fivela do cinto até a cama mais próxima, sem nem pestanejar. Por causa disso, seu vocabulário é muitíssimo despojado, se assemelhando ao masculino, mas mesmo assim sem que a personagem perca sua feminilidade (por isso a interpretação de Cattrall é tão fenomenal, ela conseguiu representar um homem feminino sem ser gay... hauhauhauhaua... e não que ela nâ tenha flertado com isso durante a série).
Did I say something true?
Oops, I didnt know I couldnt talk about sex
[i musta been crazy]
Did I have a point of view?
Oops, I didnt know I couldnt talk about you
[what was I thinking]
Infelizmente a série já foi finalizada em 2004 (eu a descobri tarde demais, na verdade venci o preconceito de assistí-la tarde demais), mas ainda assim ela se torna cartilha obrigatória para as mulheres entenderem melhor o universo emocional a que estão submetidas (ao redor de seres tão mais inferiores nesse quesito: nós). Para os marmanjões, além de poderem contemplar as peripécias sexuais de Samantha (que, acreditem em mim, não são poucas - ela por exemplo sabe o que muitos homens anseiam: The Secrets of the "Buceta", ensinadas por Sonia Braga herself), podem descobrir mais sobre o universo feminino de uma forma mais ditática. Aprender o que elas pensam e a loucura que se passa na cabeça de cada uma delas naqueles momentos exatos do tipo: "caracas, ela quer que eu leia mentes?". Amigos, é artigo de primeira pra os que querem viver em paz daqui pra frente. Além disso, qual o cidadão que nunca quis saber o que se passa dentro de uma roda de mulheres, falando sobre homens? Essa não tem preço, e acreditem quando eu digo que recebi uma confirmação de que todos aqueles papos são mais que verídicos. Em resumo, não somente uma série para se divertir e dar risadas, mas um perfeito método de aprendizado fácil (bem, nem tanto) e completo de si mesmo, do sexo oposto e de como nós seres humanos, complicamos tanto o que é tão simples. Algo para posteridade, ou simplesmente para algum ser inteligente proibir mulheres de ver e passar somente em colégios masculinos na disciplina "Como ser um homem de verdade", afinal de contas o mundo de hoje está precisando de mais alguns, nâo é mesmo? E eu poderia falar sobre os personagens masculinos (especialmente o Mr. Big interpretado por Chris Noth), mas pra quê se o universo feminino aqui é muito mais interessante?
Música Incidental: Human Nature, by Madonna
" One woman's Titanic is another woman's Love Boat" - Carrie Bradshaw
Sexta-feira, Janeiro 05, 2007
Just Like New Year's Resolution...
Contemplem o primeiro vício do ano... Musiquinha que não sai da cabeça, uma pena que ela tem disputado com Hurt (da Christina Argh-lera)... me pego cantando as duas a toda hora, mas Snow Patrol ainda tem controle sobre a cabeça do pobre nerd aqui... escutem e internalizem a letra!!!! Vale demais ficar cantarolando ela toda hora... hauhauhauhauhau!!!
Chasing Cars
Snow Patrol
We'll do it all
Everything
On our own
We don't need
Anything
Or anyone
If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?
I don't quite know
How to say
How I feel
Those three words
I've said too much
But not enough
If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?
Forget what we're told
Before we get too old
Show me a garden that's bursting into life
Let's waste time
Chasing cars
Around our heads
If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?
Forget what we're told
Before we get too old
Show me a garden that's bursting into life
All that I am
All that I ever was
It¿s here in your perfect eyes
They're all I can see
I don't know where
Confused about how as well
Just know that these things
Will never change for us at all
If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?
" Would you lie with me and just forget the world?" - By Snow Patrol
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