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Domingo, Julho 30, 2006
Strings Attached to a Brand New (scary) Baby...
O final de semana foi dedicado a um trabalho que agora está conectado a bens maiores, ou seja TEM QUE SER FEITO... o Sábado foi meio ocioso, mas seguido de um domingo sereno e cheio de produtividade... mesmo que eu não atinja o que planejei para o fim de semana, acredito que ele serviu como passo maior para tudo que o eu universo gira no momento... Sim esse é mais um daqueles posts que você não entende nada e fica curiosíssimo pra saber o que é, mas como tudo aqui no blogoso acaba se revelando, o tempo vai se encarregar de avisar a todos... Enquanto isso trilhas sonoras mistas e filmes de internalização serviram para fazer a companhia necessária para a continuidade dessa misteriosa empreitada... por sinal, assim que tiver um tempinho, falo deles por aqui, mas já recomendo para os cinéfilos pals: Thumbsucker, Broken Flowers e Kiss Kiss, Bang Bang. E só pra enrolar a todos, e manter minha consciência limpa uma vez que eu ainda tenho que voltar ao trabalho, fica aí uma letrinha bacaninha, e que teve essencial importância para manter os resíduos de sanidade do indivíduo que vos escreve... sem mais delongas:
Brand New Baby
Semisonic
Time you needed time out of the mainstream
Out on your only
Alone to find yourself somehow
So I'm a bit surprised to see you lately
Beside a brand new baby
But if it makes you happy now
I guess that's great
I guess you're not mine
Brand new baby beside you now oh yeah
I guess that's great
You don't see me cryin'
And there's nobody to slow you down oh yeah
If you're feeling sorry try to contain it
You don't need to save me
Don't waste your pity anyhow
And you might like to believe I'm devastated
To see you with your brand new baby
Well if it makes you happy nowi guess that's great
I guess you're not mine
Brand new baby beside you now oh yeah
I guess that's great
You don't see me cryin'
And there's nobody to slow you down
Seen you with your brand new baby
Sure it fazes me just to hear you laughing
Makes me just a little crazy but I guess it's a great thing
If it makes you happy now
"It's such a lovely day, And I'm glad that you feel the same" - Flowers in the Window by Travis
Quarta-feira, Julho 26, 2006
There is Always a Heart Beating in a Good Chest
A chuva caindo numa intensidade moderada, ainda assim incomoda, mas sendo ignorada por aquela no vestido de noiva, agora molhado, com o ramalhete de flores praticamente desmanchado, esvasindo entre seus dedos descrentes, pois a ausência do homem a quem jurou amar eternamente era algo concreto que tinha que encarar naquele momento, onde mais nenhum convidado restava para lhe dar um mínimo de apoio. Sua decepção é repentinamente substituída pela indignação e raiva ao constatar que seu futuro marido estava sob custódia da coroa, e que suas delicadas mãos seriam as próximas a serem envoltas em ferro grosseiro. Mesmo que palavras sejam jogadas ao vento, o silêncio só é realmente quebrado no soar conjugado de " Capitão Jack Sparrow", pelas vozes de Elisabeth Swann e Will Turner. É nesse cenário que Gore Verbinsky concebe sua mais nova obra, a continuação do sucesso de 2003, Piratas do Caribe, agora com o subtítulo de Dead Man Chest, num trocadilho, no mínimo genial.
A direção é boa e firme, conduzindo a aventura em paralelo com a comédia de maneira efetiva. Apesar de inferior ao primeiro filme, o roteiro também é bastante interessante, mas apresenta lacunas em que não é possível identificar se faz parte do gancho do próximo exemplar, Até o Fim do Mundo, ou se a caleuma foi cagada da direção mesmo. O problema maior está na narrativa que para alguns pode soar um pouco arrastada, frente ao primeiro exemplar, que apresentava ums história mais fechada. Mesmo assim, o filme flui legal, arrancando gargalhadas mil, especialmente quando o persongem de Johnny Deep aparece eclipsando a todos com quem divide a cena. Os efeitos são muito bons, os habitantes do Holandês Voador ficaram impecáveis apresentando características de seres marinhos mesclados e seu corpo de uma maneira espantosamente real. Em especial o personagem Davey Jones e sua barba de tentáculos chama atenção pela realidade da reprodução, não só dos efeitos, mas a realizada pelo pessoal da maquiagem (na cena em que o personagem de Orlando Bloom pega a chave do pirata mostra isso). As cenas de luta (especialmente a da ilha onde o baú se encontra) são de primeira grandeza, unindo o melhor daquele jogo corporal que soma a arte da espada com movimentos prá lá de engraçados. Um trabalho muito bem realizado no final.
No campo das atuação, ninguém consegue combater Johnny Depp, ele simplesmente toma o filme pra si, mesmo quando tenta dar espaço a outros atores, eles simplesmente não conseguem chegar na estrela de Depp e seu Jack Sparrow. Ele é a alma da obra de Verbinsky sem dúvida nenhuma. Orlando Bloom segue em sua linha levemente inexpressiva, não compromete, mas frente aos outros é de certo o elo mais fraco, em compensação seu personagem ganha espaço e tem a promessa de ser a chave do desfecho da próxima parte das aventuras dos piratas (Tia Dalma que o diga novamente). A Elisabeth Swann de Keira Knightly pode até fazer biquinho durante o filme todo, mas não faz feio. Toma as rédeas da aventura pra si, empunhando espada e tudo, e deixa totalmente de lado essa de "donzela indefesa". É também que que consegue não ficar só na sombra de Depp nos embates de interpretação, a cena final deles no abandono do Black Pearl é perfeita, igualando os personagens, e mostrando que a evolução da personagem de maneira bastante interessante, ela é uma pirata cachorra e eu adorei isso. O quarto ponto desse polígono é Jack Davenport, que sai da obscuridade da franquia em grande estilo, como um bebum se sentindo fracassado, mas com a ambição aflorando e atingindo pontos bastante interessantes para o personagem. Uma vez que o amor por Elisabeth já não o cega mais, chega a hora do ex-comodoro mostrar realmente do que é feito, passando a perna em todos com louvor. Para os novos personagens, o grande destaque vai para Tia Dalma, muito bem conduzido por Naomie Harris, que tem cenas essenciais para a condução da história. A bruxa é quem permite no final a chance de recuperação e redenção, induzindo os personagens a uma pequena aliança inesperada. Uma personagem que merece mais destaque no ato final dessa trilogia.
No final o segundo exemplar de Piratas do Caribe pode não se mostrar brilhante, mas abraça sua proposta de entretenimento como poucos e é efetivo ao extremo no que se propõe. Se ele tem pretenções? Claro que sim, e muitas, mas no balanço geral se sai espetacularmente bem, mesmo que aponte alguns deslizes (como lacunas e alguns errinhos na direção), mas tudo isso é o de menos, uma vez que diverte pacas e algumas cenas são de rir até passar mal. O final em aberto pode deixar os mais chatos com aquelas frases típicas de pessoas que não sabiam que era algo com uma sequência preparada ("Como assim eles fogem e não destroem o anel? Eles se separaram? Esses dois anões vão enfrentar o maioral sozinhos?"), mas o gancho mesmo sendo safado (safado no sentido: "putz até isso eles colocaram") é de primeira, e surpreendente. Vale o ingresso, vale a diversão, vale o Capitão Jack Sparrow, vale o biquinho de Knightley... vale se desligar um pouco e se divertir pacas. Só guarde a raiva (fruto de uma ansiedade extrema), para julho do ano que vem, ao encarar o único grande defeito do filme... a continuação com o contador de um ano.
"I love those moments. I like to wave at them as they pass by" - by Jack Sparrow
Domingo, Julho 23, 2006
No more infants...
Taí um filme que tem um dos melhores plots do ano e que não só não tem sido falado nos sites afora (sejam eles nerds ou sobre cinema) como obteve seu primeiro trailler liberado essa semana com pouquíssima projeção (um absurdo). Children of Men é o mais novo filme de Afonso Cuarón, saído da franquia Harry Potter, baseado no best-seller de P. D. James, que narra a prerrogativa do fim da humanidade. Num futuro muito próximo as mulheres não conseguem procriar, isso faz com que o mundo fique em meio ao caos, frente a extinção eminente, a coisa se agrava quando a pessoa mais jovem do planeta, um rapaz de 18 anos, morre de maneira inesperada e a notícia aumenta o caos. Em meio a essa confusão, Theo Faron ( Clive Owen), é recrutado por uma mulher que fez parte de seu passado ( Juliane Moore), para proteger uma nova variável que aparece na equação... uma mulher grávida. Além de Owen e Moore, o elenco ainda conta com Michael Caine e Chiwetel Ejiofor (de Coisas Belas e Sujas e O Plano Perfeito). O filme tem tudo pra ser um dos melhores do ano, e está chegando em terras ianques em setembro próximo (Deus sabe quando aterrisa por aqui...). Enquanto isso, curtam o trailler.
http://www.apple.com/trailers/universal/childrenofmen/
"Because I trust you..." - Julian para Theo em Children of Men
Sábado, Julho 15, 2006
Are You Ready to Fly Again?
...O símbolo da Warner aparecendo, em meio a nuvens (like usual), seguido de páginas das revistas DC aparecendo como o folhear de uma revista (imitação safada da Marvel, mas a gente perdoa) para anunciar o seu escudo. Em segundos escutamos uma voz familiar, um monólgo melancolico de despedida, ouvido pela primeira vez 28 anos antes (na verdade 28 anos, seis meses e 11 dias, mas quem está contando?), de um Marlon Brando (duplamente Oscarizado) no momento se despedindo de seu filho quando o planeta tão desenvolvido onde ele habita, está em frangalhos e prestes a ser completamente destruído. No momento que ele completa a simbiose verbal do que seria a continuação de um legado, a continuidade da existência, o manto passado de pai para filho, a frase: "when the father become the son, and the son becomes the father"... ao fundo os acordes de John William tomam forma, aqueles acordes ouvidos tantos anos antes pela primeira vez, mas que nunca saíram do imaginário popular. Acordes que anunciavam um retorno, que renovavam uma esperança... a esperança de que ícones sempre voltam. Pelas mãos de Bryan Singer Superman Returns.
Analisando o filme, eu entendo perfeitamente porque tanto nerd ficou invocado com o resultado final. O filme começa com duas desvantagens: A primeira, e mais natural, ele vem de uma história em quadrinhos que vence o tempo há quase setenta anos. Apesar de eu pessoalmente não curtir as revistas regulares do personagem, acho que ele tem histórias magníficas (recomendo: The Man Who Has Everything do Allan Moore, O Legado das Estrelas, Entre a Foice e o Martelo, Identidade Secreta e os primeiros números da linha Byrne), e o fato dele ser tão icônico, o " S" representar tanto, pesa na hora de adaptar a mídia. A segunda, e mais pesada, é o fato do primeiro filme ter um impacto tão grande no imaginário popular até hoje. As comparações se tornam inevitáveis, e nisso o exemplar contemporâneo perde, fazendo com que a análise seja no mínimo comparativa, não só do filme como um todo, mas especialmente de seu protagonista, que tinha em Christopher Reeve a última das encarnações possíveis. Infelizmente se não houver o mínimo de interesse em verificar o filme enquanto uma obra cinematográfica isolada, a possibilidade de gostar do resultado se torna remota. Eu, particularmente, gostei do que vi, o trabalho do Singer é novamente genial e, fazendo o advogado do diabo, começo a compreender porque ele se apegou tanto ao escoteirão da DC. A premissa inicial do Superman (em todas as mídias, nem adianta chiar) é a história de amor dele por Lois Lane, mundos inteiros foram criados e moldados com essa premissa (inclusive no universo das séries do Super, um lugar chamado Utopia foi criado ao redor disso, e outros grupos indiretamente, como a Legião dos Super Heróis) e o fato é que esse é o foco principal do persongem como um todo. Dessa forma o filme é um romance, assim como foi o primeiro e o segundo, mas como o foco fica em cima do desenvolvimento psicológico dos personagens se torna mais perceptível a perda do fator aventura. Apesar de Singer adotar alguns tópicos como verdades absolutas, e não explicar os backgrounds que os envolvem, a história é interessante e além de envolver o espectador, cria inúmeras pontas soltas para uma possível continuação (que ainda permanece obscura aos olhos do estúdio). Dan Harris e Micheal Dougherty fazem um trabalho competente as usual, assim como Singer, que consegue compor tudo da meneira mais fechada e completa possível.
Em relação as atuações, de certro o mais castigado (como já mencionei) foi o Brandon Routh, mas o trabalho de Bryan Singer foi tão bom em cima do personagem, que mesmo que seja perceptível todas as limitações cênicas do rapaz, ele consegue ser não só eficiente como dar um traço de personalidade acima da imitação do que Christopher Reeve que ele estava fadado a seguir. Routh é um melhor Clark que um Superman, sem sombra de dúvidas, mas tenho que partir em sua defesa em relação as suas feições, ele não tem nada de cigano Igor (cara de porta). Ele não é nenhum Spacey, mas também não deixa a peteca cair em nenhum momento. Kate Borsworth, encontrou uma cobrança não muito menor, mas por motivos diferentes. Ela treria que enfrentar o sexy appeal de Teri Hatcher (hoej em dia uma dona de casa desesperada) na mente dos fãs do azulão. A Lois que Singer compõe está longe de ser uma mulher que abusa do seu sexy appeal, na verdade ela é inteligente, mas levemente insensível... remetendo ao porque de sua criação, ela é alguem que tem no amor elevado que possui pela imagem do Superman algo que a cega sentimentalmente, ainda mais que sua inteligência, toranado-a incapaz de olhar a sensibilidade que o Super possui sob a pele de Clark... tanto que ela mal olha em seu rosto em diversas ocasiões. Ainda sim a garota é efetiva na composição, também não comprometendo, apesar de não mostrar em nenhum momento aquela apaixonante Lois, determinada e espevitada do universo do Super. Kevin Spacey deve ter sido o que mais se divertiu nessa história toda, e acredito que por causa disso, é um cara que derrapa na composição. Spacey é famoso por conseguir transmitir uma ironia destilada e fina em todos os persongens que interpreta, seu Luthor não é diferente. O problema é que ele compõe o personagem pegando as encarnações do Luthor de Gene Hackman, em alguns momentos o tom mais cômico que ele toma se torna fora de contexto (como no diálogo com Lois Lane no barco) e sem nenhuma conexão com o personagem. Ainda assim Spacey rouba todas as cenas em que participa, talvez por isso só exista uma cena no filme em que ele contracene diretamente com Routh, e a cena colocada (em torno de 5 minutos de um filme de 2 horas e meia) é muito mais física, não havendo quase nenhum diálogo (talvez para evitar históricos como o de Al Pacino e Cameron Diaz em Any Given Sunday de Oliver Stone), seria totalmente desleal o duelo. O mesmo acontece com Borsworth, como já citado, mas ela é mais infeliz sendo totalmente eclipsada na cena em questão. Essa característica torna o filme estranho pra quem percebe, mas a montagem é tão boa que remete as histórias dos anos 70, fazendo com que a caça de gato e rato se torne crível e sem a necessidade de um confronto mais direto. Com relação a Parker Posey, só tenho a dizer que apesar de bem engraçada, ela me fez sentir falta da genialialidade e o modo passional de agir da excelente Srta. Teschmacher de Velerie Perrine.
No fim de tudo temos uma obra de excelente cuidado técnico (a direção de arte, figurinos e fotografia estão impecáveis - observem a cena em que Kal-el desce à Fortaleza da Solidão) , um trabalho de direção competente e uma história legal. De certo o filme fica aquém das expectativas para quem estava esperando demais, ou para os que comparam com o exemplar de 1978. Devido as lacunas, acredito que esse filme foi feito como um introdutório, mas não fecha completamente sozinho, essa é a maior das falhas do Bryan Singer, ele deveria ter comporto um filme que funcionasse melhor por conta própria, mesmo assim, temos um material que diverte e garante o sorrisão no final da exibição. Só mais uma coisa que eu queria discutir, mas aqui nós temos SPOILERS!!!!!!, dessa forma pare de ler nesse exato momento se você quer curtir tudo sem estragar as surpresas. A storyline criada para dar ao Super um filho, e sedimentar seu relacionamento com Jor-El, fechando assim o ciclo de seu pai, eu achei à princípio bem pesada e detestei a história. Digo o porquê: Enquanto cientista eu analiso o que é crível ou não, mesmo em mundos de fantasias que se comprometem a ter um mínimo de realidade (sim, eu sou louco de jogar pedra e daí?), dessa forma eu achava inaceitável o fato dele conceber um filho. Come on, o super é alien, dessa forma ele não possui configuração genética igual a nossa, devido a fisiologia tão diferente. Mas aí é que está. Se remetermos o filme aos acontecimentos de Superman II, temos que o Super alterou sua fisiologia no maquinário Kyptoniano que os fez perder os poderes. Dessa forma podemos acreditar que a informação genética do Super, naquele momento, era extremamente próxima a nossa fazendo com que fosse possível a procriação entre a espécie humana e a kriptoniana. Antes que você diga "que loucura", eu discuti ontem isso (enquanto saía do filme) com uma grande amiga a Virág que é bióloga, conceituada de vários artigos publicados (huahuahauhauhauhaua... tá vendo enchi a tua bola), e existem casos de procriação entre as espécies que possuem código genético próximos (como é o caso de Cavalos e Jumentos, por exemplo). "Mas, Batman, como no período de gravidez o menino não arrombou o buxo da Lois?" poderiam vocês perguntar. Lembre-se que o menino no início do filme possui asma, e nenhum indício de super poder, ele demonstrou ter super força depois de passar por uma situação de extremo perigo (a ameaça à sua mãe) liberando assim o poder incondicional. O que acontece é que o garoto divide metade do código genético da Lois, ele é 50% humano e 50% kriptoniano, com todas essas informações o que podemos concluir desse infante? O pirralho is a fucking mutant (você pode tirar o Singer dos mutantes, mas não os mutantes do Singer...). Ou seja, em alguns anos ele vai estar na Escola Xavier e vai dar uns pegas na Kitty Pride (huahuahauhauhauhauahua!!!!). Mas brincadeiras à parte, o filme é um excelente entretenimento e oferece um tom nostalgico único. Por isso eu pergunto mais uma vez: Você está preparado para voar novamente?
"Wow, that's really something, Lex. It's freaking Gone with the Wind" - Parker Posey em Superman Returns
Terça-feira, Julho 11, 2006
Advanced Dungeous & Dragons
Algumas semanas atrás coloquei aqui no Smells um post sobre o desenho Caverna do Dragão (Dungeons & Dragons), e deixei escapar que tinh feito uns desenhos dos personagens passados alguns anos um tempo atrás. Bem, é verdade, eu fiz os desenhos para uma capanha de publicidade amadora de RPG, feita para uma dos encontros nerds dos famosos Role-playing Games e divulgação de animes e outras cositas relacionadas a esse universo mais fantástico. Bem, o fato é que eu não encontrei mais os originais desses desenhos... Mesmo assim, eu pensei cá com os meus botões e deicidi que mesmo assim eu deveria colocar. Antes do vergonhoso jogo de despedida do Brasil da copa, eu sentei e me inspirei ao ponto de fazer os seis em pouco menos de uma hora e meia. Não ficaram nenhuma obra-prima, mas preservaram o que eu tinha modificado nos desenhos originais.
A idéia surgiu enquanto eu jogava uma campanha de D&D, uns quatro anos atrás, acho que coincidiu com o boato mórbido do final do desenho em que eles teriam morrido no brinquedo e que as aventuras relacionadas aos garotos, nada mais era que uma brincadeira do demônio (o Mestre dos Magos) para conservar suas almas no submundo. Tiamat, O Dragão, tinha a função de abrir os olhos dos garotos para que eles, ao perceberem o contexto em que estavam envolvidos, alcançarem a rendenção e elevar suas almas ao nível superior. Todo mundo sabe que isso é uma belíssima lenda de fanboys frustrados com a falta de uma conclusão, como esclarecido, inclusive no próprio dvd da série, o final foi escrito mas não filmado (houveram algumas divergências entre os produtores e distribuidores e a verba foi cortada), e nele os garotos terminavam com a chave para voltar para casa nas mãos, mas decidiam se usavam ou não (por perceberem sua verdadeira função no Reino, que seria libertá-lo). Na verdade eu não me peguei nessa premissa, eu simplesmente assumi que eles não encontravam o caminho de volta até então. Cinco anos haviam se passado e a faixa etária média estaria entre os 18 anos, a exceção de Bobby que teria 15 (seriam exatos 5 anos após o episódio de aniversário de 10 anos do garoto, exibido em um dos episódios da segunda temporada), e a volta já não é mais a prioridade entre eles, mesmo que permaneça como sonho a ser alcançado um dia. Os garotos agora assumem o posto de libertadores do Reino de uma maneira bem concreta, agindo com a mesma incisão, mas de forma mais organizada, dentre as cidades e regiões dominadas pelo Vingador, a essa altura já em enfraquecido em poder. Suas características se encontram mais desenvolvidas, usando como base o sistema de playing game que serviu de inspiração para a série. Alguns personagens que não aparecem nas ilustrações à lápis, terão seus destinos explicados superficialmente dentre as discrições. E agora sentem que esse post vai ficar grande bagarai...
Hank
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O eterno líder mantém a posição, agora sendo bem menos intuitivo e mais organizado e estratégico. Um parâmetro de comparação interessante para esse Hank, seria o Aragorn de Tolkien, claro que num grau de desenvolvimento menor, como um Ranger de nível 16. Sua capacidade de rastrear se tornou bem aguçada, bem como o contato com o ambiente natural de uma maneira geral. Hank também tornou-se um estudioso de todas as artes, se interessando por capacidades de luta (estudadas junto a Eric e Diana), alguns feitiços mais básicos (com Presto), e a arte de interpretação, diplomacia e furtividade (com Sheila). O jovem ainda desenvolve a arte arcana relacionada ao seu Arco Mágico, aumentando o contato mental relacionado a projeção das flechas e estendendo também para as tragetórias. Em resumo Hank consegue, com um elevado grau de concentração, conduzir suas flechas em determinadas direções, mesmo quando são múltiplas flechas. Em casos de extrema concentração, com os ensinamentos de Presto, ele consegue conduzir a flecha até o alvo, atravessando por quaisquer obstáculos ou viajando por qualquer tragetória ou distância. O líder do grupo acredita que adquirindo essa multifuncionalidade ele poderia libertar o reino mais fácil, bem como achar com maior facilidade a chave de retorno para casa. Carrega a responsabilidade dos outros nas suas costas, o que o faz um personagem um pouco melancólico e sem muita abertura para atachamentos sentimentais, um tanto antagônico. Físicamente no desenho do Hank eu optei por preservar, de certa forma, seu uniforme original. Retirei a distribuição das esferas de prata do uniforme e transferi somente para as extremidades das bainhas. O cabelo permanece semelhante, mas um pouco maior e volumoso dendo uma idéia de juba leonina (uma analogia a sua condição de líder). Seu arco permanece irretocável.
Sheila
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Sheila foi a que mais mudou em comportamento. Suas características de ladina foram acentuadas (ela pode ser considerada uma ladina de nível 16) para atacar as frontes inimigas por dentro, aproveitando ao máximo o que sua capa da invisibilidade pode oferecer, seu treinamento com Diana a fizeram ter uma ciência maior do seu corpo de tal maneira que qualquer lugar é possível de se chegar controlando seu peso e elsticidade, desse modo, a temos o mais furtiva possível nesse módulo espiã. Sheila desenvolveu também qualidades como saídas artísticas e o dom da manipulação, sua capacidade de convencimento é extraordinariamente alta, aliada a uma afinidade extrema com a diplomacia. Com isso percebe-se que a ruiva tem uma das maiores forças de vontade da equipe e pequenos feitços de esquecimento e apatia foram também aprendidos para facilitar escapadas e permitir que ela transite sem muitos problemas quando é necessário a utilização de disfarces. A garota é capaz também de abrir qualquer porta ou tranca e manipular armas mínimas, como adagas. Opta por não lutar mais diretamente, pois apesar de ser excelente em luta corporal ela é bastante vulnerável. Fisicamente eu preservei o uniforme dela totalmente, só cresci um pouco o cabelo e a mantive com um rosto angelical, para facilitar na identificação de seu carisma. Preferi mantê-la como algo próximo a Katie Holmes ou Ellen Page, mantive suas características maternais também, mas numa escala bastante reduzida. A função de sua capa da invisbilidade continua a mesma, mas obedecendo de modo mais direto seu comando e ampliando o raio de pessoas e coisas a se tornarem invisíveis (ela consegue esconder o grupo inteiro sob sua capa).
Presto
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O Mago foi quem mais cresceu em poder de maneira perceptível. Presto nessa caracterízação é um dos mais temíveis manipuladores de mágica do reino, sendo considerado um mago de nível 17. Presto possui um alto poder destrutivo, mas prefere utilizá-lo em casos mais extremos e contra inimigos que são mais difíceis de se lidar da meneira convencional, dessa forma é facil ver o tímido rapaz tomando a frente quando um dragão deva ser derrotado ou um monstro demoníco. Em contra-partida os intensos estudos de sua mágica, que encontra a maior fonte de poder no chapéu, mas não está ligada diretamente a ela propriamente dita, o fizeram abdicar completamente de quaisquer destrezas corporais, desse modo o mago não é capaz de se defender quando sua magia é neutralizada (ele conta apenas com o restante do grupo). Presto possui em seu chapéu um Grimório de feitiços, que já se tornou extremamente cobiçado entre os aprendizes e magos iniciantes, mas ele guarda à sete chaves e insinua ter a maneira de voltar para seu mundo a seus amigos, mas só depois que sua missão estiver cumprida, uma vez que se coloca na qualidade de visionário. Soando muitas vezes como uma enganosa prepotência a visão desse garoto é impressionante, sua sabedoria é invejável para sua idade e sua perícia se iguala a magos com muito mais anos de treinamento do que ele o possui. Fisicamente mantive presto sem muitas mudanças também, só seu cabelo que mudou um pouco, para algo mais britânico contemporâneo. Suas vestes, bem como seu chapéu permanecem, só os óculos que tiveram os aros levemente diminuídos. Ah, a cara de goofy também sumiu um pouco, mas o seu humor continua afiado, Eric que o diga. É o único com quem o Mestre dos Magos ainda mentém contato, depois que seu corpo foi banido numa batalha com o Vingador para outra dimensão.
Diana
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A acrobata foi a que menos mudou, mas não a que menos evoluiu nessa história. Para desenvolver a personagem eu me baseei no monge do livro do jogador de D&D, por isso a considerem nessa classe no nível 16. Dessa forma Diana possui a maior das armas em seu próprio corpo. Seu bastão funciona em perfeita harmonia com suas especialidades de luta e em vários momentos eles parecem um só em uma dança hipnotizante. Em outros momentos ela é tão veloz, que o atingido muitas vezes não sabe o que aconteceu até que recobre a coinsciência. Aos custos de intensa meditação e estudos internos e da natureza de um modo geral, incluindo a astrologia ensinada outrora por seu pai, levaram a garota a possuir o senso de direção mais aguçado da equipe, equiparando-se a Hank. Como disse anteriormente, o conhecimento do seu corpo é quase absoluto, dessa forma, é quase impossível atingi-la numa luta ela estando preparada, e de dificuldade bem elevada ela ser pega de qualquer maneira furtiva (Talvez Sheila conseguisse num período de 30 dias da garota sem dormir), sua destreza a faz com que golpes e ataques mágicos praticamente não a atinjam (elevando sua classe de armadura com o diferencial de destreza). Tratei essa personagem como uma Monge Ronin (ehehehehehe...), ela foi criando a consciência de desenvolvimento do corpo de modo a atingir o nível onde se encontra hoje, ensinamentos só através de Presto, que estudou muito magia arcana e as criaturas e classes do reino, abrindo assim os olhos da menina. É a única que não possui qualquer dependência de sua arma mágica, seja para ataque ou defesa. Resolvi manter seu uniforme original, só cresci bastante seu cabelo fazendo tranças num estilo mais rastafari, pensei seriamente em colocá-la com cabelo saindo somente da parte mais posterior da cabeça (como um monge chinês mesmo...), mas desisti da idéia por achar que ela se daria melhor como Ronin e sem seguir regras pré-estabelecidas. Um detalhe: Vários orcs foram surrados e mortos, inclusive, com esses cabelos... mas apesar de tão mortal, o humor ácido (especialmente no que diz respeito a Eric) continua na personagem.
Bobby
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Bem, esse aí eu não preciso falar que se tornou a força bruta né? Bobby caiu no comum aqui e é meio Cigano Igor no quesito inteligência, mas em compensação consegue ser o garoto de quinze anos mais alto e de musculatura desenvolvida em todo o reino (falar do Clark de Smallville não vale...). Não há muito o que falar sobre ele, só que hoje é independente e extremamente frio em relações a sentimentos (desde a morte da unicórnio Uni pelas mãos do Vingador - no meu desenho aquela cabra em pele de unicórnio não tem vez), se fechou e fala muito pouco - claro que se não está em discussão com Eric, que tornou-se seu melhor amigo dentre os cinco restantes. Devido a essas características podemos classificar Bobby como um Bárbaro de nível 16, de extrema força bruta, mas destreza limitada. No desenho decidi retirar aquele corpete de He-Man que ele tinha e colocar associar a imagem aos vickings (nosso prâmetro de bárbaro mais próximo). Dei um toque nórdico a ele, inclusive con as tranças, mas não coloquei barba, por haver ainda limitantes de idade. No final Bobby ficou parecido com uma versão mais jovem do Thor, a exceção da caveira discretamente posicionada atrás do tacape. É o mais conectado a sua arma, possuindo poder de destruição inimaginável em módulo bersek.
Eric
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E enfim o último, mas não menos importante, o Cavaleiro. Eric, claro, se desenvolveu como um guerreiro, assumam que ele possui (a exemplo dos outros, exceto Presto) nível 16, é o segundo em comando conseguindo exprimir o respeito que tanto clamou quando chegou o Reino. Claro que isso é só em batalha, pois em momentos em que seu lado "filhinho de papai", contido mas ainda existente, aflora e Presto e Diana caem de pau em cima dele. Eric tornou-se o estrategista do grupo, tendo uma visão de ataque e defesa, individuais ou de grupo, como poucos em todo o reino. Tornou-se capaz de manipular diversas armas (simples ou de duas mãos), mas prefere a espada curta conseguida no retorno ao Jardim de Zinn (o desenho dela eu melhoro depois... ehehehehehe). O cavaleiro é o único que mantem um equilíbrio das habilidades gerais, se saindo muitíssimo bem em tudo, mas não sendo excepcional como os que escolheram desenvolver uma única. Isso o faz completo, mas limitado em determinadas ocasiões. Preservou e desenvolveu a habilidade de lançar feitiços pequenos, mais para encobrir retiradas ou desorientar inimigos em ataques surpresa. Aproximou-se de Bobby por afinidades de batalha, depois da morte de Uni o garoto de fechou e Eric foi o único quem soube se aproximar da maneira correta, pela força e pegando o maior pau com o loirão (irônico, hum?). Seu escudo é inseparável e, como diria Diana "foi a descoberta de um novo membro para o da capa vermelha". Também conseguindo desenvolver um contato mais intrínseco e simbiótico com a arma, o guerreiro é capaz de controlá-la a distância e fazê-la se movimentar em posições de ataque e defesa de maneira quase telecinética (muitos nerds devem estar cheios de piadinhas do tipo: "ele virou Jedi foi? controla até a força"). Seu campo de proteção, inclusive, toma forma conforme a vontade do dono (assumindo características de ataque), mas depois de ter treinado tanto, Eric, em sua gentil delicadeza, prefere cair em cima dos inimigos na clássica e velha luta corpo-a-corpo. As vestes do cavaleiro foram mantidas integralmente, só o penteado que eu modifiquei tentando respeitar o design do cabelo inicial e ainda sim passar a imagem de um cavaleiro medieval, que em teoria impõe um respeito visual por onde passa. Seu físico também aparece um pouco avantajado, mas o desenho não consegue traduzir isso de maneria efetiva. Uma outra caracteristica do Cavaleiro é o fato de conseguir, em curto espaço de tempo, formar exércitos (ou grupos de ataque), tamanho o carisma e imposição de respeito para com seres de vontade inferior a 14.
Bem, agora digam se eu deveria continuar a série, ou me calar para sempre. Ou ainda se eu não desenho melhor que o Rob Liefeld ou o Ed McGuiness, huahuahuahuahau!!!! Desculpem a mecânica dos desenhos e as poses clássicas (bem como alguns erros de perspectiva), mas é que fiz os desenhos em uma hora e meia, me dêem um desconto :-p (Esse texto ficou uma trozomba...)
" O conhecimento é o seu escudo, Cavaleiro" - Mestre dos Magos no episódio "O Dia do Mestre dos Magos"
Quinta-feira, Julho 06, 2006
"Ka-Chow..."
Barulho de motores, gritaria de apoio, flashes, gritaria de tietes, tensão, gritaria de mecânicos, assovio de pneus no asfalto, narrador gritando... O mundo automobilístico, o mundo escolhido pelo escarlate Relâmpago McQueen para brilhar. Ele é o estreante em evidência na disputa pela Taça Pistão, mas eis que na corrida que decidiria sua vitória, seu ego inflado o leva a uma estratégia que o faz no final empatar com os outros na sua cola, e mais... a vitória, ou melhor o empate, foi de língua. Esse é o início da jornada de aprendizado e re-educação do carrinho arrogante, que encontra no seu caminho a famosa Rota 66 (sensação dos road movies nos anos 60), uma cidadezinha que tinha sido apagada do mapa, um amor possível e um melhor amigo que adora brincar de espantar tratores (de longe pra mim a melhor cena do filme). Um filme dinâmico? Um típico exemplar Pixar? Totalmente. Mas de certo Carros se mostra o mais fraco de toda a safra dessa genial produtora, mesmo assim ainda deixa muita gente comendo poeira, e sem direito a ver o aerofólio.
John Lasseter realiza um trabalho interessante, mas parece ter perdido o fio da inovação. Em várias ocasiões seu Relâmpago McQueen me lembrou o Woody combinado ao Buzz Lightear de seus magníficos exemplares Toy Story. O moral da história continua lá, mas parece um pouco batida frente aos toques de criatividade com que é apresentada em outras películas, tudo soa para alguns como um "já vi isso antes". Porém isso muda um pouco de figura se analisarmos que o filme foi criado como um tipo de homenagem aos road movies da década de 60. A típica história do bad boy, ou do menino mimado, ou ainda do rapaz que precisa aprender a dar valor as verdadeiras coisas da vida, está lá como nos filmes antigos. A trilha sonora ajuda demais a manter o espírito nesse clima, por sinal essa é sensacional. Se mantendo nesse universo, Carros funciona de maneira magnífica, fazendo com que os pais mais velhos, ou curiosos pela época tão interessante, criem a identificação, as crianças sempre adoram o jogo de cores e dinamismo dos eficientes bonequinhos virtuais (mesmo que esse seja o que menos se utiliza de uma movimentação mais complexa, afinal os personagens são carros - inclusive no que diz respeito aos insetos, pois as mosquetas também são carros com asas), mas a "baixa" bilheteria americana, tenha surgido talvez por essa falta de tato para com todos em adentrar esse universo, ou pelo menos se identificar com ele.
Infelizmente assisti ao exemplar dublado (detesto), mas a visão dos manés dos donos de cinema daqui de Recife é de que filme infantil tem que ser dublado, inclusive às 21:50 da noite - é que todo pai daqui da cidade sonha em levar os filhos pra sessão saideira numa sexta ou sábado à noite, sabe? Por isso perdi mais da metade das piadas interessantes, sem contar que a dublagem não ajuda lá essas coisas (especialmente no que diz respeito a personagem Sally, uma vez que a Priscilla Fantin é péssima...). Ainda assim a desenvoltura do texto (salvo algumas licenças poéticas com piadinhas tupiniquins bem sem graça) é atraente e interessante, mesmo que não sou muito original, ele flui de maneira leve, agrada a todos e consegue arrancar em alguns momentos várias gargalhadas (estou me referindo novamente ao lance de acordar os tratores... a cena é hilária). O trabalho de direção do Lasseter é sempre muito bom, mas a história que ele criou com seu co-roteirista Joe Ranft, ao mesmo tempo que é irresistível na composição contextual peca de maneira assombrosa no desenvolvimento de seus personagens e de seus dramas. É engraçado dizer isso de um desenho animado que inicialmente é dirigido para crianças, mas essa falta de profundidade perde um pouco do ponto de identificação, fazendo com que tudo soe muito raso, mesmo que no final acabe divertindo. É mais engraçado ainda que o mais interessante do filme estejam nas piadinhas irônicas que, aparentemente, ele procura combater, como o fato de na cidade o oficial do exército viver ao lado do velho hippie ou a evidência que a Ferrari ganha no personagem Luigi, momentos de chorar de rir.
Carros é um excelente entretenimento, vale o ingresso e a uma hora e meia de pura diversão, da viagem àquela época onde os americanos ainda mantinham um pouco da inocência, hoje transformada em cinismo, muitas vezes exacerbado. Talvez esse tenha sido a idéia inicial do diretor, ele consegue de maneira esplendorosa trazer esse espírito, o espírito daquela cidade perdida e apagada do mapa em cima do mundo cheio de ambições onde o verdadeiros valores foram tão esquecidos. O filme flui a partir daí e é bem sucedido dessa forma, o que fracassa é a falta de superação, que aliás vem assolando os exemplares animados desse ano (a exceção de Over the Hedge, que estréia por aqui só na semana que vem), nisso Carros parece somente uma translação do que já foi trabalhado em filmes como Toy Story (do próprio Lassater), Formiguinhaz ou ainda A Nova Onda do Imperador, com um desenvolvimento muito mais criativo e original. Peninha para quem dois anos atrás fez um filme tão Incredible (sim, eu sei ... foi infame), mas como eu disse e repito, vale a pena, especialmente porque temos um curtinha bom demais no início da exibição, e o retorno das velhas ceninhas durante os créditos, e após deles (não saiam antes do final das letrinhas miúdas), e ainda tem de quebra o trailler de Ratatouille, que passa uma primeira impressão de primeira - ainda mais quando se descobre que o doido do Brad Kern (The Incredibles) é quem está por trás. Conjunto excelente para os que não estão afim de encarar um "Dança dos Famosos" no domingo.
" The '60s were not good to you, were they? - Sarge de Paul Dooley em Cars
Domingo, Julho 02, 2006
Because two days as a weekend is not really fair...
Eu realmente peguei pesado esse fim de semana e quase terminei todas as minhas pendências extra-trabalho para o próximo mês. Posts futuros, material de entrevista, desenhos, elaboração de trivias e toda a panelada que eu me comprometi ao longo das semanas, está praticamente terminado. Muita gente aqui não está entendendo patavinas, só sinto informar que todos entenderão eventualmente, quando as publicações começarem a pipocar... ehehehehehe. Confesso a vocês também que esse é mais um post preguiçoso (e dessa vez nem foi em prol do meu querido e amado ócio - se me processarem tem porrada), sem aquele conteúdo que incite discussões acaloradas ou processos mais complexos, é somente mais um desabafo desse trabalhador "virtualmente" cansado (mas não é que eu gosto de ser proletariado), que re-descobriu seu gosto por Travis (definição do fim de semana: britpop comanda) esse fim de semana, baixou o cd novo deles mas nem teve tempo de escutá-lo efetivamente. Não faz mal, enquanto eu tinha Sing, Side, Why does it always rain on me?, Driftwood e Writing to Reach You, eu estive feliz... somei a isso um pouquinho de Keane, REM, John Legend, Semisonic e The Shins, acho que ficou de bom tamanho, não? I'm so sorry if you didn't like it darling. all can I say is that this sound is bloody-fantastic and fucking brilliant!!!! E só pra não perder a onda do fim de semana...
Writing to Reach You
Travis
Every day I wake up and it's Sunday
Whatever's in my eye won't go away
The Radio is playing all the usual
And what's a Wonderwall anyway
Because my inside is outside
My right side's on the left side
Cause I'm writing to reach you now but
I might never reach you
Only want to teach you
About you
But that's not you
It's good to know that you are home for Christmas
It's good to know that you are doing well
It's good to know that you all know I'm hurting
It's good to know I'm feeling not so well
Because my inside is outside
My right side's on the left side
Cause I'm writing to reach you now but
I might never reach you
Only want to teach you about you
But that's not you
Do you know it's true
But that won't do
Maybe then tomorrow will be Monday
And whatever's in my eye should go away
But still the radio keeps playing all the usual
And what's a wonderwall anyway
Because my inside is outside
My right side's on the left side
Cause I'm writing to reach you now but
I might never reach you
Only want to teach you
About you
But that's not you
Do you know it's true
But that won't do
And you know it's you
I'm talking to
PS: E não, não vou falar aqui de seleção brasileira. Se querem alguma coisa relacionada, considerem a letra da música uma interessante ironia a tudo que aconteceu (lembra da ondinha que eles tiram do Oasis aí em cima? e considerem o 'back to home for Christmas' sem as festas). E ponto final.
PS2: Li um monstre (monte + monstro) de HQs esse final de semana, e tenho que comentar depois, especialmente as que dizem respeito a Civil War. Fora desse mundo só Nextwave, sempre fantástica e All Star Superman 4 (pessoas que não lêem quadrinhos, se começarem por esse aqui garanto que não abandonam nunca mais...). De qualquer maneira coloco o post ainda essa semana.
" God speed all the bakers at dawn may they all cut their thumbs, And bleed into their buns 'till they melt away" - New Slang by The Shins
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