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Posts

Domingo, Junho 25, 2006

:: Erik Magnus Lehnsherr 1:32 PM

Come on babe... not that faster and careful with the teeth

So what?


Hoje é um dia sem nenhuma inspiração... dormi de menos (acho que esse será um dos posts que vou me arrepender de ter postado depois... ahhhh fuck off...), tenho que escrever pro trabalho, pra algumas obrigações acadêmicas, pra os blogs que eu estou devendo, pra amigos que fuleiro mais que a França em primeira fase, pra motins que se criam no meu reino absoluto, pras entrevistas que eu fiz e que tem que ser publicadas no próximo mês... enfim, desastre total, uma vez que eu tinha reservado o dia pra fazer isso... quem sabe mais tarde? Enquanto isso eu vou colocando o que eu devo por aqui de maneira fédita e descompromissada (só pra me livrar daquela vozinha na cabeça: "que vergonha ter visto isso e não ter escrito, ter pensado nesse post e ficar adiando"... bem, vocês entenderam). Aí vai o alívio de consciência:

Finais de Temporada (CONTÉM SPOILERS!!!!): Depois não diga que eu não avisei... Alias acabou de maneira legal, mas ficou longe do que um dia representou em sua primeira e segunda temporadas. A volta de Jennifer Garner significou uma melhoria substâncial na qualidade dos episódios, nos mostrando que a deficiência estava mesmo na falta de carisma de quem foi contratado para substituí-la. Valeu a pena, previsível, mas valeu. Pra resumir foi conflito final com Sloane e Irina, sacrifício do papai-Bristow (eu sempre soube que ele acabaria assim), final feliz para Syd e Vaughn e agradecimento legal pelos cinco anos de série. Queria mais, mas se tá ruim é melhor parar mesmo... Smallville deu muita raiva desde o episódio 12 dessa temporada, em muita gente. Se Lana era odiada agora que o povo quer a morte dela mesmo (ficar fidelíssima a Lex é foda), acabou de forma nada original (Clark preso, mamãe Kent prestes a morrer junto da Lois, etc e etc...), Chloe comanda e se for pra continuar assim é melhor a série acabar... di cum força. 24 não teve na quinta a melhor de suas temporadas, alguns plots requentados das anteriores acabaram com o clima de surpresa da série e mesmo que ainda prenda mostou o cansaço da fórmula do jeito que está. O negócio é que vale demais a pena do jeito que acaba e muda a perspectiva pra próxima temporada de maneira surpreendente. Só pra resumir: Jack Bauer no porão de um navio, cheio de porrada, com uma carrada de chineses e indo pra Shangai. O pior disso tudo é saber que a próxima temporada só chega em janeiro de 2007 T____T... Lost enrolou pra cacete no início da temporada, mas se recuperou na segunda metade sacaneando um monte de personagem. O último episódio é negro, e me lembrou demais Gethsemane de Arquivo X (quando eu quase morro do coração). Só pra resumir também: Jack, Kate e Sawyer presos pelos outros, o safado do Michael se saindo com o filho sem noção dele, hatch em pedaços com Desmond, Locke e Eko dentro... em resumo, ou muita gente querida morta, ou muita merda acontecendo no início da próxima temporada. Essa pelo menos é só até setembro que a gente tem que esperar. Desperate Housewives foi outra que caiu na segunda temporada, mas a culpa disso foi a descentralização do núcleo principal, criando núcleos para cada personagem principal. Isso sem dúvida deu mais profundidade a cada personagem, mas transformou a série num samba do crioulo doido... Mesmo assim, algumas deram muito certo, a pena mesmo foi a falta de cuidado com o núcleo dos Applewhites, que saíram de um modo bem fraco da série... Sem dúvidas a melhor coisa foi o desenvolvimento da Bree e a terceira temporada deve vir no mesmo desenvolvimento, com uma morte a ser desvendada somente em seu episódio final (ao que tudo indica com o personagem de Kyle MacLachan envolvido - lembra dele não? Assiste Twin Peaks e Blue Velvet).

Filmes que não merecem posts inteiros: Começando com o de ontem, Poseidon é bem fraquinho... Wolfgan Petersen é um diretor com a profundidade de um pires... o cara consegue imagens espetaculares, mas trabalhar personagens não é a praia dele... Bem, no final o filme se torna uma mistura de Mar em Fúria com Titanic, mas com um "cut the crap" bem efetivo... diverte, mas só (e ele ainda mata a Mia Maestro... sacanagem pesada). Todo Mundo em Pânico 4 é pior, bem sem graça mesmo, não assisti o terceiro, mas dizem que foi bem superior. O melhor do filme, basta dizer que, é a cena final do Craig Bierko numa reprodução da entrevista do Tom Cruise na Oprah (a famosa do sofá, que eu falo mais abaixo)... basta dizer que ficou bem próximo da realidade. A Era do Gelo 2 merecia um post só dele, mas como eu disse a preguiça bateu e estou escrevendo por desencargo de consciência. No balando geral é melhor que o primeiro, tudo isso graças a Scratch (aquele esquilo dentes de sabre sem noção...), que tem as melhores cenas do filme. Vale a pena, entretenimento bom que não cai na mesmice. Melhor que Selvagem é, com certeza. Tudo por Dinheiro é um filme legal, mas nada brilhante também... lembra em alguns momentos de Um Domingo Qualquer de Oliver Stone, com o mesmo Pacino. Vale pelas interpretações, especialmente pela do Pacino e da Rene Russo (que andava bem sumida)... não vai fazer falta na vida de ninguém, mas pra quem está somente com a opção do Faustão do domingo...

O horror, o horror...: Assisti essa semana a famigerada entrevista dada por Tom Cruise ano passado a Oprah Winfrey, na época, em meio a divulgação de Guerra dos Mundos de Spielberg e no início da relação-pipoca que ele tem com a Katie Holmes. A análise que eu tenho a fazer é: foi a coisa mais bizarra que eu já vi na minha vida!!!! Eu tive a certeza que o Cruise consome alguma droga (ele tem que ter cheirado ou fumado algo estragado...), pois o modo como ele balançou, chacoalhou, apertou e porreteou a Oprah, ninguém normal o faria. Acho que qualquer descrição que eu fizer aqui das cenas que vi não fariam juz ao choque eu tive. É ver mesmo pra tirar a prova... se alguém quiser que eu grave em um cd é só falar...

inovação: Listinha do last.fm aí do lado, já tava na hora de tornar isso aqui mais musical... :-D

"The guy is gone" - frase mais sensata solta na entrevista da Oprah


Terça-feira, Junho 20, 2006

:: Erik Magnus Lehnsherr 1:28 AM

"Look , it's a Dungeons and Dragons Ride..."

oh-oh, wrong turn on that swamp


...E naquele parque de diversões, os garotos avistaram aquele brinquedo cavernoso, aparentemente tão legal e assustador. Cada um em seu lugar, já que até então não se conheciam, imaginou: "tenho que andar naquilo", a exceção dos irmãos Bob e Sheila, quando o primeiro expressou seu desejo e a segunda concordou em acompanhá-lo, mesmo que não fizesse muito o seu gênero o tipo de diversão. Depois de avistar tantos entrarem e saírem, com a imensa fila a andar, eles finalmente chegam em sua vez. Sentam no carrinho vermelho de lista brancas, com os velhos conhecidos ferrinhos de segurança, "isso promete ser demais", pensou o garoto de óculos ao lado do blasé filho de papai que no momento nem disfarçava mais seu entusiasmo. O carrinho começa a se locomover, e após uma meia dúzia de criaturas assustadoras, algo começa a ficar engraçado. O trilho começa a tremer, o caminho se torna tortuoso e embaçado. De repente o carinho começa a flutuar, seus corpos são retirados do brinquedo, e em meio a gritos em tons de desespero eles são tragados por uma distorção cinzenta de brilho central. Quando abrem os olhos, eles se encontram em um local completamente diferente, com raios sendo disparados e gritos soando enlouquecidamente. Começa a correr no meio do desespero e percebem que as vestes uns dos outros já não são as mesmas... É quando uma voz, começa a ressoar, onde aparentemente só eles podem ouvir, falando suavemente os nomes Ranger, Cavalier, Magician, Barbarian, Thief and Acrobat e equipamentos de ataque e defesa aparecendo do nada em posse dos adolescentes. Eles, de maneira inconcebível, usam com destreza fora do comum o estranho, e mágico (literalmente), equipamento, recuperando a ordem do local, quando percebem a mesma voz percebida no meio da loucura provinda de um pequeno ser de vestes vermelhas. Ele os diz que as crianças já não se encontram em seu mundo, mas em outro, onde terão que lutar para achar o caminho de volta a sua casa e familiares. No reino de Dungeons & Dragons.

Indeed


Não poderia começar o post de outra forma que não fosse da descrição da abertura de um dos melhores desenhos (preferido de 11 a cada 10 nerds) da década de 80. O desenho contava a história de seis garotos que, através do brinquedo de mesmo nome, vão parar num mundo estranho cheio de magia, monstros e no meio de uma batalha entre o bem e o mal. O que fica a cargo do espectador suspeitar é que esses garotos seriam os escolhidos do poderoso Mestre dos Magos, a lutar contra o mal que assola o reino e libertá-lo de uma vez por todos. Uma vez que não apresentam nenhum aparato mágico natural, os garotos são presenteados com armas, que irão ajudá-los nessa jornada, sejam elas de ataque ativo ou passivo, ou mesmo de defesa, elas compõem uma unidade interessante, defendendo a personalidade de cada um dos donos e ditando a linha de desenvolvimento de cada um. Mas o mais legal mesmo é que de repente essas crianças se vêem obrigadas a sobreviver nesse louco mundo, não só as investidas de conquistas de cada lado da batalha e elementos naturais sem nenhuma conotação benefica ou maléfica (como dragões de cinco cabeças, lagartos famintos, flores mortíferas, etc...), mas também a uma caça, uma vez que suas armas são artefatos cobiçados pelo grande vilão da história: O Vingador (ou Venger, no original).

O grupo é liderado por Hank, o Ranger que possui um arco de flechas energéticas, que impõe a ordem e objetiva o grupo. Sua liderança é nata e por isso ele também carrega o fardo de maneira natural, sempre se martirizando por erros e complicações ocasionadas por suas indicações (como no episódio, O Traidor - quando ele leva os garotos a uma armadilha para salvar Bobby). Seu antagonista dentro do grupo (OK, nem tanto assim...), é certamente Eric, o Cavalier, dono do escudo mágico de campos de força expansivos. Eric se torna também o personagem mais interessante de toda a série por causa de sua evolução enquanto personagem, saindo do mimado filhinho de papai rico para um interessante segundo em comando. Eric contesta a liderança de Hank de maneira leviana inicialmente, tornando-se o motivo de piada do grupo, por sua falta de senso comum. Aos poucos essa imagem muda de maneira surpreendente, quando suas opiniões começam a fazer sentido e ele começa a adotar um lado mais ativo na equipe (como no episódio em que o grupo se divide ideologicamente, com Sheila e presto sendo liderados por Eric, e no próprio The Traitor, onde a desconfiança em cima de Hank torna-o líder natural). Diana, a acrobat, é a mais fiel seguidora de Hank e a que mais desdenha (e enche o saco mesmo) o Eric. É a única com habilidades físicas mais desenvolvidas que a capacitam a ter algum sucesso sem sua arma mágica (um cajado que cresce a sua vontade), acho que Diana é a menos desenvolvida da equipe no campo dos personagens, tendo um único episódio dedicado a si (The Child of Stargazer), mas sempre opina de maneira sucinta e é responsável por um senso de humor ácido e único. De maneira análoga, Eric também possui seu fiel escudeiro, este seria Presto. O Magician de longe é o que possui a arma mais poderosa do reino, mas infelizmente, grande poderes precisam de enorme conhecimento para ser manuseado de forma correta, e isso, infelizmente o jovem mago ainda não o possui. Na equipe ele é o mais crível, responsável por tiradas de humor hilárias, com uma densidade humana bem profunda e desenvolvida em episódios bastante interessantes (como em The Last Illusion). Os dois remanescentes são os irmãos Bob e Sheila, que destoam um pouco do restante do grupo, apesar de extremamente integrados. Ela faz o tipo mãe, não só do irmão, mas de todos, cuidando sempre dos enfermos, confortando e sempre estando no apoio. E ainda para reforçar seu papel, ela se posiciona como tal, batendo de frente com os líderes mais naturais (Hank e Eric) quando discorda de suas teorias e refutações, é dona de uma capa da invisibilidade. Ele é o caçula, com um comportamento essencialmente infantil (com dirteito ao pet mais chato da história - quem defender a Uni aqui apanha... ehehehehehe), mas que geralmente toma a iniciativa com seu "pergunto depois" tacape.

... To destroy Venger!!!


Dungeons & Dragons é traduzido da melhor maneira possível no desenho, partido do RPG mais popular (e antigo) criado, o desenho joga com o mundo fantástico não só agradando os fãs do universo fantástico, mas levando uma legião de crianças ao redor do mundo junto. O mais interessante é que mesmo com desenhos de curta duração, a história desenvolve bem os personagens sem prejudicar a ação e o drama do plot principal, que seria levar os garotos pra casa. Cada personagem estranho que aparece (NPC's do jogo), para ajudar ou atrapalhar a vida dos garotos sempre trazem uma peculiaridade interessante que ajuda no desenvolvimento pessoal de cada um (pontos de experiência). Certamente o mais intrigante de todos é Tiamat, o dragão de cinco cabeças que tem uma luta eterna, e não muito explicada, com o Vingador (supõe-se que o vilão tenta destruir Tiamat, pore ser o único ser do reino que não pode ser manipulado por ele). Ele não simpatiza muito com os garotos, mas chegou a ajudar em mais de uma ocasião (a maior de todas no episódio The Dragon Graveyard), levando a crer que presença da criatura tinha um sentido obscuro, que infelizmente não ficou conhecido pelo grande público (aceito teorias...). De qualquer mneira se percebe não só as componentes do jogo aqui preservados, como evoluídos para a mídia de maneira eficiente. Supimpão!!!!

Clássico com 27 episódios produzidos, entre 1983 e 1985, inteligente e que revolucionou o modo como os desenhos infanto-juvenis deveriam ser feitos (o que acabou acontecendo com as dezenas de cópias ou "baseados" que acabaram aparecendo), Caverna do Dragão ainda hoje é fruto de teorias e serve de base para discussões e papos interessantes entre nerds e pobres mortais. Desenho para crianças e adolescentes, que ao contrário de muita coisa que ainda é produzida, nunca os chamou de idiotas. Vai ver por isso ainda carrega um histórico tão grande de gente assinalando como "preferido". E apesar de saber que eles não estão mortos, que o Mestre dos Magos e o Vingador não são anjos caídos brincando com suas almas, ainda assim dá vontade de especular muito. Na minha cabeça eles nunca voltam ao mundo, não por que não conseguem mas porque escolhem, incorporando o instinto heróico conseguido depois de tantas aventuras. Eu cheguei até a fazer desenhos de suas versões adultas, ou pelo menos alguns anos depois de estarem no reino... mas isso é assunto pra outro post.

"O destino de um é compartilhado por todos" - enigma do MM anotado por Eric em O Vale dos Unicórnios


Segunda-feira, Junho 12, 2006

:: Erik Magnus Lehnsherr 12:34 PM

Above Men

Is it a Bird? no, it's a airplane... the rest you know, come on?


Eu não acho que vá ser melhor que X-Men: Last Stand (se quiserem podem me chamar de Fanboy...), mas certamente será um grande filme... Singer tem mão firme para atores e diálogos, só peca na ação... Bem, é esperar que não se torne um chôchôrô e que Kevin Spacey detone da pele de Luthor... Ah, eu disse como a Kate Borsworth tá linda??? E sim, eu acho que Brandon Routh vai ser tão malhado pela crítica quanto James Marsden, em X-Men, mas quem liga?

"This is a Work for Superman" - Tirada Clássica dos Quadrinhos


Terça-feira, Junho 06, 2006

:: Erik Magnus Lehnsherr 10:34 PM

Top Ten - Músicas de Dor de Cotovelo

just let me fucking cry, damn it...


Pra simplificar o negócio, porque eu estou morrendo de dor nas costas (peço encarecidamente aos engraçadinhos de plantão que reeservem suas piadas... hahahahahaha...), seguinte: Semana passada li umas coisas que não me agradaram, pessoas fizeram coisas que não me agradaram, me obrigaram a fazer coisas que me agradariam se ninguém estivesse no meu ouvido a cada cinco minutos pedindo uma porra de uma outra coisa e eu fui obrigado a resolver todas essas coisas uma a uma com paciência, digerindo o meu stress, sempre respeitando todo mundo e tendo somente o auxílio de umas poucas vozes estridentes no meu pé do ouvido. Bem, depois de curtir a fossa escutar umas e outras (até parece que eu tomei cana... mas de certa forma...), aqui sobrevivo incólume... bem, talvez um pouco mais louco, para compartilhar com vocês às 10 músicas de fossa que me ajudaram a levantar...

10 - That I Would Be Good (vontade de não ser você mesmo...)
09 - Hands Clean - Acoustic (pra lembrar que às vezes você é honrado até demais...)
08 - True (a música é brega... o clipe é pior ainda... ajuda a chorar...)
07 - Total Eclipse of the Heart (turn around, briiiight eeeeeeeeeeyes... I really need you tonight...)
06 - Coming Around Again (Carly Simon é rainha do choro... tinha que ter e aqui é a admissão de quem precisa do tempinho choroso)
05 - Creep (essa aqui sempre ajuda na hora do "existe gente em pior estado que eu")
04 - Evertybody's Changing (estou sendo deixado pra trás...)
03 - Live to Tell (a porra da vontade que se tem de gritar, mas não conseguir fazê-lo...)
02 - Trouble (fase da auto-rejeição... o problema é sempre seu)
01 - Life for Rent (essa aqui é a campeã... "fiz merda e me desculpe... sou um loser... só me deixa sozinho" tanto que vai a letra...)

Life for Rent
Dido

I haven't really ever found a place that I call home
I never stick around quite long enough to make it
I apologize that once again I'm not in love
But it's not as if I mind
that your heart ain't exactly breaking

Its just a thought, only a thought

If my life is for rent and I don't learn to buy
Well, I deserve nothing more than I get
Cuz nothin I have is truly mine

I always thought I would love to live by the sea,
to travel the world alone and live more simply
I have no idea what's happened to that dream
cuz there's really nothing left here to stop me.

Its just a thought, only a thought

but if my life is for rent
and I don't learn to buy
I deserve nothing more than I get
cuz nothin I have is truly mine

But if my life is for rent
and I don't learn to buy
I deserve nothing more than I get
Cuz nothin I have is truly mine

While my heart is a shield and I won't let it down
While I am so afraid to fail so I won't even try
Well how can I say I'm alive.

But if my life is for rent and I don't learn to buy.....

Well I deserve nothing more than I get
Cuz nothing I have is truly mine

Well if my life is for rent and I don't lean to buy
Well I deserve nothing more than I get
Cuz nothing I have is truly mine

Cuz nothin I have is truly mine
Cuz nothin I have is truly mine
Cuz nothin I have is truly mine


Compartilhem aí suas canções choráveis, sem essa de vergonha que todos nós temos direito, pô!!!! Podem vomitar aí embaixo... eu sei, eu sei as minhas são bregas... existem cds intermináveis que contam a miséria alheia e que nos faz chorar ao extremo... mas da mesma maneira que o sentimento passado, a lista é pessoal e intransferível... ;-) relaxem e deitem no divã ali embaixo...

"No one to point the finger, Its just you and me and the rain" - Porque o U2 mereciam uma menção honrosa


Quinta-feira, Junho 01, 2006

:: Erik Magnus Lehnsherr 8:23 AM

Rendezvous

Last Stand


A visão apontando para uma rua de um bairro de classe média estadunidensse, onde lentamente é possível observar o sobrenome peculiar Grey, sobre a cinza caixa de correio. O foco mudando rapidamente para o automóvel que se aproxima e estaciona em frente à bela casa. Duas figuras peculiares de meia idade descem do carro e caminham ansiosamente até a porta e segundos depois oferecem a pais aflitos uma alternativa de cuidados e orientação para sua filha, que tem sua "peculiaridade" tratada como doença, segundo a reação do próprio Sr. Grey. A garota se apresenta para conversar com os senhores que ali estão para conhecê-la, e à primeira impressão deixa claro que nada tem de ordinária, mas é surpreendida pela naturalidade com que os jovens senhores se deparam e encaram a situação. Lá fora carros levitam. Essa é uma descrição pessoal da primeira cena de X-Men: The Last Stand, que foi feito às pressas (nas coxas na verdade), abandonado pelo pai dos dois primeiros, com o primeiro padrasto correndo feito menina chorona no meio do caminho e encontrou um diretor que botaria ordem na joça em Brett Ratner

O Trabalho de Ratner foi realmente árduo e de herói. Desenvolver um filme cujo o roteiro ainda não estava pronto e quando as filmagens deveriam começar oito semanas (no máximo) depois que o dito assumiu o comando do barco. Ao verificar o resultado do terceiro exemplar da franquia mutante vemos um filme de ação mais eficiente, com um argumento profundo, expressivo e de qualidade para o tempo requerido. Não, sinto informar que não é o melhor filme da trilogia, tem seus defeitos que são sentidos ao longo (ou poderíamos dizer curto) da película. O maior problema é de fato a curta duração do filme comparado com o número de histórias rolando em tela. Elas acabam eclipsando umas as outras e não se desenvolvendo de maneira plena em nenhum momento, isso combinado ao fato de que todas têm um potencial dramático mais que interessante, faz com que haja um sentimento de "se tivesse mais tempo de produção esse filme seria dukarai". A correria com que o argumento é desenvolvido é perceptível e mesmo que não atrapalhe a compreensão básica da história se torna um pouco incomodo, mas só devemos dar uma salva de palmas a Zak Penn e Simon Kinberg. De qualquer maneira O Conflito Final dos mutantes, como já falei, é uma viagem única e perfeita de entretenimento (os efeitos são bem convincentes para apenas alguns meses de pós-produção), mesmo que se apresente inferior ao segundo exemplar.

O protagonista do filme ainda é o Wolverine (não sei por que esse nanico tem tanto fã...), de forma que ele é quem se torna a ponte de identificação com o espectador. Hugh Jackman novamente encarna o desbocado canadense de maneira efetiva, mesmo que não com o mesmo brilho, mesmo que ele esteja bem parecido com o Wolvie dos quadrinhos. Halle Berry conseguiu finalmente seu lugar ao sol, e não decepciona. Desculpem os que não gostam dela, mas finalmente ela dá a personalidade que a Tempestade dos quadrinhos sempre mereceu, isso sem mencionar que finalmente a personagem é retratada como qual nos quadrinhos. O Fera de Kelsey Gramer é quem mais surpreende frente aos novos personagens, é brilhante o tom sereno e mesmo assim preservar a comicidade que Hank McCoy possui, de tirar o chapéu. Ian McKellen e Patrick Stewart sempre com atuações acima de quaisquer repreensões, mas as atenções mesmo estão na Jean Grey de Femke Jansen, mesmo que ela seja extremamente mal desenvolvida na película, engolida pela guerra entre os mutantes por causa da "cura" que surge como alternativa aos descontentes com sua condição, para logo depois tornar-se uma poderosa arma de combate aos portadores do fator X. Jean não é a entidade cósmica dos quadrinhos da linha tradicional ou do desenho animado, mas adquire uma conotação muito mais interessante, e pertinente, ao encarnar os conceitos da linha Ultimate da própria Marvel. Fazer com que a Phoenix aparecesse como uma personalidade descontrolada da própria personagem criada a partir da intervenção do mentor Charles X, foi o melhor para o desenvolvimento da linha iniciada por Bryan Singer, no agora longínquo exemplar de 2000. Outros personagens aparecem de forma menor, como o caso de Vampira e Mistique, dando espaço para novatos que não decepcionam (Kitty Pride, Juggernault e Calisto), alguns outros ganham mais espaço, como Homem de Gelo e Pyro, e por fim outros são massacrados e escorraçados da franquia. Mesmo com esse mexe, remexe, puxa daqui e acolá de personagens, o filme não perde em momento algum o fio da meada.

A fonte da retirada do argumento da obra do Ratner foi extremamente feliz. Suportado por uma saga clássica como a Saga da Phoenix, mesmo que não tenha sido plenamente desenvolvida e tenha dado lugar do efeito do segundo filme para o desgaste que representa comandar tal poder para o terceiro (prestem atenção nos olhos negros e o efeito criado para o rosto da personagem), por uma história controversa, no caso Planet X de Grant Morrison, mas novamente não tendendo a seguir o caminho mais fantástico, e um neo-clássico já adorado entre os fãs, Gifted de Joss Whedon, o filme consegue integrar o conteúdo de cada uma de maneira clara e sempre trazendo os indicadores o mais próximo possível da realidade que conhecemos. A maior de todas as lamentações é realmente o fato do filme ser curto demais, me levando a crer que foi decidido o tempo de tela devido ao prazo em que a pós-produção não conseguiria alcançar para as demais cenas. Mesmo assim X-Men 3 conclui a primeira trilogia dos mutantes com louvor, não decepciona fãs (somente os mais xiitas idiotas que acham que os uniformes tinha que ser coloridos, a Jean tinha que mostrar o pássaro de fogo e que papai noel e coelhinho da páscoa foram desmutantizados :-p) e ainda entrega um material perfeito para captar novos fãs. Filminho bacana e supimpa, sem medo de ser feliz, ou pelo menos sem medo de ser atingido por uma telecinésia de alteração molecular capaz de destruir tudo ao redor... Mas se for pra tirar o cinto num momento bom, já estará valendo.

UPDATE (A rasgação de Seda cheia de spoilers): Assim, esse post foi concebido num momento em que eu me encontrava em decepção e escutando músicas deprês (Life for Rent é a citada aí embaixo, amanhã coloco um post a respeito...), mas eu tinha que dar uma de fã e estragar o post né? vamos lá: 1) Magneto: Como disse Ian McKellen está acima de qualquer comentário, mas Erik é um dos personagens vitais da película. Sua presença complexa é prova de quê não é um vilão comum, Magnus não quer ferir nenhum dos seus, a não ser aqueles que se opõem a ele, seu comentário sobre a morte de Xavier é a maior prova de que ele vive por um ideal, assim como o que ele faz com Mística (que muitos condenaram). Ele está numa guerra, há baixas, mesmo que não sejam mortos... Raven foi uma delas. 2) Jean Grey: Não, ela não precisa de pássaro de fogo nenhum. Acho que o modo como retrataram a maneira que Jean encarna sua parte negra foi muito mais interessante, o pássaro remeteria tudo ao fantástico e para cada cena grandiosa ele ficaria maior... imagina só como seria em Alcatraz? O povo em Tóquio vendo a porra do pássaro. Os poderes de Jean sempre alcançaram um conceito que muitos não compreendem, a da manipulação telecinética a nível molecular. Coloquemos da seguinte maneira: ela é capaz de alterar estruturas ao nível molecular pois, com o sua telecinésia pode adicionar ou retirar prótons, neutrôns e elétrons (por isso Charles menciona que seus poderes são infinitos) conforme sua vontade. Se isso não é ser o ser mais poderoso no Universo mutante eu não sei o que mais é... Jean se torna impraticável de viver e comandar tal fonte de poder por causa da quantidade de energia que manipula (ela simplesmente endoida). 3) Vampira: É incrível como até aqui ela é mal aproveitada. Vampira tinha o trunfo do drama nas mãos, ela poderia ter dado uma dimensão imensa ao que a cura representa realmente para quem os poderes são uma maldição. Vampira era o nexo conector da história a profundidade que seria dada se fosse bem trabalhada... mas frente a carrada de histórias paralelas... ela ficou só escanteada. 4) Anjo: Esse não tenho o que comentar... depois de um início promissor no filme, ficou apagado e serviu unica e exclusivamente para salvar o pai no final do filme. Falar o que? 5) Ciclope: Sofreu por causa do intérprete, ele se bandeou pro lado do Bryan Singer e quem pagou o pato foi o Scott... morto sem piedade e mal mencionado no argumento. Tá certo que o Marsden é um mané... mas o Ciclope é um bom personagem, sacanearam. 6) Arremesso Especial: Valeu o ingresso na cena com a Sala de Perigo!!!! 7) Cena pós-Créditos: Não é querendo contar vantagem não, mas no momento que eu vi a cena do Charles dando aquela aula de transferência de consciência, eu soube que ele morreria e entraria novamente naquele corpo sendo cuidado por Moira. Isso já havia sido mencionado nos quadrinhos, e é algo bem possível para um telepata tão poderoso. A pergunta é: Será que ele preserva os poderes mutantes, afinal de contas ele é Charles por causa do corpo que possui uma estrutura genética única e mutante, mudar de corpo, na prática o faria um mutante comum... a não ser que entremos na onda dos clones aqui. A cena em si não surpreendeu, mas me encheu de perguntas, que aparentemente (se bem que eu acho que não), ficarão sem resposta. Pronto... tá bom de rasgação de seda ou meu amigo Bryan vai querer também quando SR estrear por aqui...

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